O site peleiafc.com realizou um levantamento inédito sobre o nosso futebol do interior. O estudo apurou que 40% dos mais de 400 atletas da Divisão de Acesso vieram de fora do Rio Grande do Sul. No total, são 175 jogadores que estavam em outros estados, de um total de 428.


Veranópolis e Guarani de Venâncio Aires são os clubes que trouxeram mais jogadores de fora, com 16 no total. Bagé e Inter SM aparecem logo atrás com 15. Depois vem o União Frederiquense com 14 profissionais.


Pegando o Inter de Santa Maria, por exemplo, tem jogadores de Santa Catarina, São Paulo, Paraná, Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O clube tem quatro zagueiro de fora. Confira:


1 goleiro - Santa Catarina

4 zagueiros - Dois de São Paulo, um do Paraná e um do Rio de Janeiro

3 volantes - Bahia, São Paulo, Santa Catarina

1 meia - São Paulo

3 centroavantes - Dois de São Paulo e um de Santa Catarina

3 atacantes - Dois de São Paulo e um de Minas Gerais


O clube que menos fez essa transferência foi o Lajeadense, com apenas 3. O time de Lajeado tem um projeto futuro, com foco em jovens revelações. O Cruzeiro também possuiu um número baixo, somente 5 de um elenco com 25 jogadores.


Conforme o levantado do peleiafc.com, é possível observar outros dois dados. A média de transferências do campeonato é de 10 por equipe. Já o número médio de jogadores por elenco da Série A2 é de 26 profissionais por grupo.


Vale destacar que existem alguns atletas que são nascidos em outros estados, mas moram há anos no Rio Grande do Sul. Por isso, o questionamento foi quanto as transferências referentes a este ano.





Ainda não há uma data para começo dos campeonatos nacionais. Contudo, a CBF trabalha para até setembro a retomada. Contatos com o ministério da saúde já iniciaram para a padronização de protocolos. No domingo, o secretário geral da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Walter Feldman, concedeu entrevista à Rádio Caxias. Durante conversa a equipe de esportes da emissora, sob o comando do jornalista Gilberto Júnior, Feldman admitiu a intenção da CBF de realizar todas as competições previstas.


"Se nós tivéssemos possibilidade de planejamento com todas as informações, eu diria o seguinte: inicialmente volta aos treinamentos para recondicionamento físico dos atletas, voltaremos as competições estaduais que é a mais sensata pela logística reduzida, depois retorno das competições nacionais com Copa do Brasil, futebol feminino e as divisões do Brasileiro. É assim que a gente pensa, com uma visão otimista e conservadora. Em nenhum momento pensamos em mudar o sistema, mata-mata, comparação com o calendário europeu e redução de clubes. Ou seja, uma série de ajustes pequenos e médios, mas não uma mudança estrutural no calendário", relatou Feldman à emissora gaúcha.


O dirigente declarou não ser a hora de anunciar qualquer data para a volta dos campeonatos. Paralelo a isso, alguns clubes já voltaram aos treinos com restrições. A Dupla GRE-NAL realiza trabalhos físicos em Porto Alegre. O São José da mesma forma.


O dirigente descartou, neste momento, a possibilidade de cancelamento de qualquer campeonato profissional, como a Série D do Brasileiro. Chegou a ser cogitada essa situação na imprensa nacional, mas ele disse que a quarta divisão é muito importante por ser a porta de entrada para os pequenos clubes.


"A prioridade absoluta do Brasil é a manutenção do calendário brasileiro. A "C" conta com total apoio da CBF para realizar seu campeonato. A "D" não há hipótese nenhuma de cancelamento, neste momento, por ser a porta de entrada dos clubes. Eu diria que é assim que estamos pensando. É possível que tenhamos de usar datas em janeiro e também Natal e Ano Novo", explicou.


Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Quem assume um clube do interior sabe que não vai encontrar vida fácil. São inúmeros problemas diários, entre eles a falta de dinheiro. A maioria entra para "apagar incêndios" e sanar o clube financeiramente. Um exemplo de gestão para recuperar uma instituição é o Santa Cruz.


Durante entrevista ao peleiafc.com, o presidente Tiago Rech explicou a situação financeira pelos lados do estádio dos Plátanos. Segundo o dirigente, hoje, o galo vive um momento melhor, graças ao investimento na base. Com a transação de atletas que tiveram passagem pelo clube, o time de Santa Cruz Sul lucra com a venda para o futebol do exterior.


"O clube tem uma situação realmente financeira razoável. Temos algumas dívidas trabalhistas do passado. Chegaram a ser 20 e hoje são cinco. A gente tem certeza que logo, logo estará quitando. Tem algumas dívidas fiscais, mas hoje não temos nada penhorado. Temos dívidas com fornecedores parceladas e são quitadas todos os meses. Dívidas com atletas não temos mais também. Nossa situação é razoável, mas começou em 2005 com atletas como Pedro Henrique e Tiago Volpi que jogaram na base do clube. Toda transação deles no exterior o clube tem direito pelo mecanismo de solidariedade (da FIFA)", contou ao jornalista Tiago Nunes.


Com a venda do goleiro Tiago Volpi, do Querétaro, do México, por 5 milhões de dólares (cerca de R$ 21 milhões) para o São Paulo, o galo carijó vai receber um valor. O presidente preferiu não revelar quanto, mas ficará na casa de R$ 10 mil, mesmo montante recebido pela transferência de outro atleta pela LDU, de quito.