Os clubes da Série C do Campeonato Brasileiro realizaram uma videoconferência para tratar de um possível socorro financeiro da CBF para o pagamento dos salários dos atletas. O futebol nacional está paralisado devido a pandemia de coronavírus.


De acordo com informações do site Globoesporte, a reunião foi apenas entre os dirigentes dos clubes participantes da competição. Agora, será levado um projeto de arrecadação financeira para a CBF.


Nas redes sociais, diversos jogadores publicaram um pedido para que a Confederação Brasileira de Futebol apresente um plano de socorro aos times da Série C.

Neste ano de 2020, o Rio Grande do Sul está representado por dois clubes na competição nacional. Ypiranga e São José estão no Grupo B da terceira divisão do futebol brasileiro, junto com: Boa Esporte, Brusque, Criciúma, Ituano, Londrina, São Bento, Tombense e Volta Redonda.

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Ainda não há um acordo entre a Federação Gaúcha de Futebol e o Sindicato dos Atletas Profissionais do Rio Grande do Sul quanto a situação dos contratos dos jogadores com os clubes da Divisão de Acesso.


A competição está paralisada por tempo indeterminado. Existe uma tendência de realização da Série A2 no segundo semestre, quando o pico da pandemia de coronavírus deve passar. Entretanto, há dirigentes que defendem também o cancelamento desta edição. O problema é que os clubes têm contratos até junho com os jogadores e os dirigentes dizem ser inviável seguir pagando sem futebol.


A Federação tentará uma reunião com o Ministério Público do Trabalho para discutir alternativas. Os clubes também não querem deixar os atletas desamparados, mas temem a falência se não houver acordo, pois teriam que cumprir com todos os compromissos.


O Secretário Geral do Sindicato dos Atletas do Rio Grande do Sul, Gabriel Schacht, revelou à Rádio Imembuí, de Santa Maria, que a situação é delicada para todos, especialmente aos clubes da Divisão de Acesso.


"É delicada a situação contratual dos atletas. Eles são unanimes em não abrir mão dos seus salários. Estamos tentando encontrar uma solução, mas é difícil. A gente sabe dos custos que os clubes têm, da logística e recursos da Divisão de Acesso. Mas o lado bom que eu vejo da Série A2 é a disponibilidade do segundo semestre. Ela tem condições de prosseguir em um futuro breve. Os atletas estão angustiados e confusos", explicou.


Neste momento, o Sindicato também age para orientar os jogadores e busca evitar uma judicialização dos contratos, conforme frisa Gabriel.


"Tentamos orientar eles de tudo que está acontecendo e tentar resolver prevenindo uma judicialização dos contratos. Também entendemos o lado dos clubes. Mas ainda temos tempo e aguardar mais um período", falou o Secretário Geral do Sindicato.


O grande ponto é encontrar um meio termo para jogadores e clubes. Se não houver acordo, tudo vai parar na justiça. Para o representante dos jogadores profissionais, essa possível judicialização geraria um grande prejuízo.


"Esse lapso contratual vai ter que ser sentado e acordado. Eu falo pelo lado dos atletas e também entendendo o lado dos clubes para prevenir uma judicialização em massa que vai acarretar em um grande prejuízo aos clubes da Divisão de Acesso", declarou Gabriel Schacht.




O Campeonato Gaúcho segue paralisado por tempo indeterminado. No próximo dia 20 de abril, os dirigentes voltarão a se reunir com o presidente da Federação Gaúcha de Futebol para deliberar sobre o estadual. Até lá é esperado um posicionamento da CBF quanto ao calendário e se os regionais vão terminar neste ano.


Contudo, um problema poderá surgir para, ao menos, três clubes do Campeonato Gaúcho. Aimoré, Novo Hamburgo e Esportivo não tem competições após o Gauchão. Assim, os clubes fizeram contratos com os jogadores até o final de abril, quando estava previsto o término do estadual. Pelo calendário original da FGF, a última partida do Gauchão seria 26 de abril, o segundo jogo da grande final.


Caso o estadual seja concluído no mês de maio, essas três equipes teriam problemas contratuais e financeiros, já que o prosseguimento das folhas não estava previsto.


O São Luiz seria outro clube que pode entrar nesta lista, já que mais da metade do elenco tem contrato até o dia 30 de abril. Segundo levantamento do site Globoesporte, os demais clubes têm poucos atletas com contratos finalizando neste período, pois possuem competições logo na sequência.


Foto: Adilson Germann/Divulgação/Novo Hamburgo