A espera de uma oportunidade em meio à pandemia, jogador trabalha como servente de pedreiro

A pandemia alterou a vida de muitas pessoas, e não foi diferente para os jogadores do interior do Rio Grande do Sul. Desde a última sexta-feira, vários deles sofrem da angústia de estarem desempregados após a confirmação do cancelamento da Divisão de Acesso, por parte da Federação Gaúcha de Futebol.


Um dos atletas que busca um novo destino é o volante Maylon, de 23 anos, que estava defendendo o Brasil de Farroupilha. O jogador atuou os noventa minutos das três partidas do clube da Serra, antes do início da pandemia do coronavírus.


Ele aguarda com ansiedade uma nova oportunidade para seguir atuando no segundo semestre e acredita que o cancelamento pode prejudicar essa busca.


“Sentimento de tristeza, dependemos disso, até mesmo, para se empregar, vai ficar complicado. A saudade é enorme de atuar, de estar na rotina de treinamentos. Na verdade, tenho a sensação que foi um ano perdido”.


Enquanto, nada de definitivo chega para o jogador, o mesmo busca a renda de outra forma. Nos últimos cinco meses, Maylon vai atuando como servente de pedreiro em obras que o seu pai trabalha. Realidade longe dos gramados e da bola, mas que se faz necessária para “o ganha pão” de cada dia.


"Está sendo bem complicado. Me viro como pode para ter uma renda, fazendo uns bicos de servente com meu pai nas obras que aparecem. Mas, graças a Deus estou me virando perante as dificuldades junto ao meu pai, não esquecendo que é um trabalho digno e não é vergonha para ninguém”.


O jovem jogador conta com passagem nas categorias de base do Internacional e do Criciúma. Depois disso, já como profissional se destacou com a camisa do Gaúcho, de Passo Fundo, nas últimas duas temporadas. Com isso, chegando a atuar na Série D do campeonato brasileiro.


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