ACESSO: Dirigente estima que 70% dos clubes vão quebrar caso não haja acordo com atletas


A Divisão de Acesso 2020 está paralisada por tempo indeterminado. Uma reunião na última terça-feira definiu por essa medida. O encontro por videoconferência durou mais de três horas entre dirigentes do interior e o presidente da FGF Luciano Hocsman. Os representantes dos times tiveram a oportunidade de expor as suas dificuldades e preocupações.


Agora, a Federação tentará uma reunião com o Ministério Público do Trabalho para achar uma solução aos contratos dos clubes com os jogadores. Existe uma tendência de realização do campeonato no segundo semestre. Contudo há dirigentes defendendo, até mesmo, o cancelamento da edição deste ano da Série A2.


Sem futebol, nenhum clube tem condições de seguir pagando os salários dos jogadores. Em entrevista à Rádio Imembuí, o presidente do Inter de Santa Maria se mostrou contra a ideia de cancelamento da Divisão de Acesso e disse que isso só iria piorar a situação dos clubes. Em depoimento à repórter Angélica Varachini, Jauri Daros sugeriu que os atletas recebam seguro desemprego nesse período sem futebol.


"Se o campeonato parar (de vez), 70% dos clubes vão fechar. Vai vir muita trabalhista. Infelizmente estamos em uma pandemia. Se o país continuar assim vai quebrar. É uma situação bem complicada para os clubes. O Inter de Santa Maria está terminando as suas ações trabalhistas, mas se vier essa situação aí, não tem saída mais", declarou.


Para o dirigente, após passar a situação da pandemia o campeonato deve voltar. Confira Daros, as opiniões são bem divididas entre os presidentes das equipes do interior.


"Vamos até o Ministério do Trabalho, junto com Sindicato dos Atletas para tentar um acordo para os atletas ficarem amparados. São muitas famílias. São mais de 600 pessoas. Eles tem direitos como a qualquer outro funcionário", disse o presidente do Inter SM.


O mandatário também criticou a CBF que não irá ajudar os clubes com auxílio financeiro, mesmo tendo aumentado a sua receita para mais de 1 bilhão de reais.