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Além do campo: Divisão de Acesso do Futebol Gaúcho gera centenas de empregos no interior do RS

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Foto: Renata Medina/Inter SM

A Divisão de Acesso, organizada pela Federação Gaúcha de Futebol, vai muito além das quatro linhas do campo, consolidando-se como um verdadeiro motor econômico para o futebol do interior do Rio Grande do Sul. É a competição que movimenta o maior número de clubes profissionais, 16 no total. O Gauchão, por exemplo, tem apenas 12 participantes. Neste ano, a Série A2 teve 15 clubes em disputa, pois um desistiu antes da bola rolar. Assim, a competição é uma fonte significativa de empregos, movimentando centenas de profissionais e aquece diversos setores da economia local. O orçamento de um clube para entrar em campo pode variar de R$ 400 mil e chegar até um R$ 1 milhão entre pré-temporada e competição. Tudo depende do poder do investimento de casa clube.


Este ano, conforme levantamento do peleiaf.com o torneio gerou cerca de 700 empregos diretos, um número que reflete a complexidade e a abrangência da competição. Somente entre os jogadores, o campeonato sustenta aproximadamente 400 atletas, considerando uma média de 27 por elenco.


Embora a folha salarial varie bastante entre os clubes – alguns ultrapassando os R$ 180 mil mensais e outros operando com menos de R$ 100 mil –, a Divisão de Acesso garante sustento para esses profissionais. Além dos atletas, as comissões técnicas, geralmente compostas por cinco ou seis membros como treinadores e preparadores, são responsáveis por quase 100 vagas no semestre, somando um total de 240 posições quando adicionadas às equipes de apoio.


A importância da Divisão de Acesso se estende para fora dos gramados, gerando dezenas de empregos em uma vasta rede de apoio. Para que a bola role, são necessários supervisores, fisioterapeutas, massagistas, roupeiros, cozinheiras, profissionais de serviços gerais, gerentes, assessores de imprensa, administrativos, guardas e motoristas. Em média, são 10 profissionais por clube nesse suporte, totalizando 160 pessoas envolvidas.


A competição também movimenta uma área fundamental para um jogo ser realizado, a arbitragem. Por partida são cinco profissionais, com árbitro, dois auxiliares, quarto árbitro e mais o delegado local da FGF. Assim são 35 pessoas pagas por rodada. Ao longo da competição, com 105 jogos, são 505 oportunidades de emprego somente na arbitragem dos confrontos.


FORA DE CAMPO


Essa engrenagem de profissionais, muitas vezes invisível para o torcedor, é crucial para o funcionamento dos clubes e, indiretamente, impulsiona setores como restaurantes e a rede hoteleira nas cidades do interior que sediam as partidas, mostrando o impacto da competição na economia gaúcha.


O futebol também movimenta o entorno dos estádios, com bares e restaurantes. Profissionais que vendem alimentos e produtos para os torcedores. Sem falar que também gera empregos para os jornalistas, fotógrafos e radialistas nas transmissões dos jogos seja por rádio, jornal e internet. Em todas as partidas sempre tem um, dois ou até três veículos acompanhando os jogos.

 
 
 

2 comentários


Edu Caxias
25 de jul.

É uma vergonha o que a FGF está fazendo com os times! Não há um programa de parcerias entre empresas que patrocinam a FGF e os clubes. Penso que a maior parte dos patrocínios deveriam ir para os caixas dos times, arcando com taxas de arbitragens. estrutura dos estádios..... Esse pensamento de pingar no bolso de quem organiza, vai acabar de vez com os times. Surreal ver uma segundona (3° divisão) e a Copinha com menos de 10 times cada competição. Sem apoio verdadeiro, os clubes irão fechar!!!!

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Convidado:
24 de jul.

Manter uma categoria de base em condições e organizadas, gerariam tantas ou mais vagas de empregos e melhores remuneradas, futebol profissional no interior é totalmente deficitário, além de não levar a lugar nenhum.

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