Aprovada punição para quem xingar ou agredir atletas, juízes ou comissão técnica fora dos estádios

Aprovado pelo Plenário, o projeto altera o Estatuto do Torcedor para aumentar de 3 para 5 anos o prazo de afastamento de torcidas organizadas ou de seus integrantes que cometerem atos de violência em qualquer lugar ou dia. Hoje, a legislação prevê punição para ocorrências registradas no estádio ou em torno dele.


Segundo a relatora, senadora Leila Barros, do PSB do Distrito Federal, a novidade é a punição para quem promover tumulto, praticar ou incitar atos de violência contra atletas, comissão técnica, árbitros, dirigentes, organizadores e até jornalistas em seus períodos de folga.


O projeto inclui também a invasão dos centros de treinamento. Leila Barros ressaltou que a punição será aplicada mesmo em dias sem jogos e em locais distantes dos estádios.


"A gente já viu casos também de atletas que se envolvem. Você está no aeroporto ou está no CT de Treinamento ou está na rua, sendo, às vezes, alvo de violência de torcedores. Então, isso é uma forma também e identificado que faz parte de uma torcida organizada, que é um torcedor que é influente dentro dessa comunidade, é uma forma de a gente tentar mitigar essa situação. Não só contra atleta, mas todos os profissionais envolvidos, no caso, comissão técnica, repórter", declarou.


O senador Alvaro Dias, do Podemos do Paraná, avalia que essa mudança atualiza o Estatuto do Torcedor.


"Aprimora na medida em que amplia o rigor na punição daqueles que indevidamente provocam atos de violência não só no estádio, como fora do estádio. E tem ocorrido, ultimamente, basicamente, fora dos estádios. Então, é preciso que o Estatuto do Torcedor alcance também esse espaço", explicou.


Aprovado pelo Senado, o projeto que aumenta a pena para atos de violência cometidos por torcedores segue para a sanção presidencial.


Da Rádio Senado, Hérica Christian