Clubes divulgam notas sobre casos de injúria racial na Terceirona

O Brasil de Farroupilha venceu, na tarde de quarta-feira, o Gaúcho, em Passo Fundo, pelo placar de 1 a 0. O jogo foi marcado por casos de injúria racial. Um atleta do Gaúcho acusou um jogador adversário de ter o chamado de macaco. Ao ir tirar satisfação, uma grande confusão se formou e, inclusive, uma arma de fogo apareceu no tumulto. O caso foi parar na delegacia com um atleta do Brasil-Far preso e liberado após o pagamento de fiança. O presidente do Brasil, Elenir Luiz Bonetto lamentou o fato e disse que um jogador Brasil também foi vítima da mesma acusação de injúria.


"Com relação as acusações de injúria racial reivindicada pelo atleta do S.C. Gaúcho, respeitamos, porém lamentamos e estranhamos que ela tenha sido atribuída a um atleta da nossa instituição poucos momentos após o também nosso atleta Darlan Noronha Lopes ter sido vitima de tal fato por parte de torcedores e de atletas do S.C. Gaúcho. Dessa forma podemos afirmar que desconhecemos tal acusação com relação a atitude de nosso atleta, mas mesmo assim não iremos medir esforços para apurar e contribuir com a resolução deste fato. Porém lamentamos veementemente as ofensas racistas recebidas pelo nosso atleta Darlan, e presenciadas por grande parte de seus colegas atletas e equipe técnica, fato este que nos entristece e de certa forma nos revolta", diz a nota.


Sobre a arma encontrada pela Brigada Militar dentro de uma bola murcha, o mandatário declarou que o caso será avaliado internamente e está a cargo do departamento jurídico do time da serra.


O Gaúcho também se pronunciou sobre o incidente de injúria racial. O time de Passo Fundo divulgou uma nota assinada pelo presidente do clube, Augusto Ghion Junior. Ele afirmou que a história da agremiação foi construída por jogadores e torcedores de todas as raças, baseada na disciplina e no amor ao esporte, e, por isso, lamenta e repudia veementemente os fatos ocorridos após o término da partida contra a equipe do Brasil de Farroupilha. "Qualquer ato discriminatório, vexatório ou situações de palavras depreciativas relacionadas à cor ou raça, como o ocorrido com o atleta do Sport Clube Gaúcho após o término da partida são inadmissíveis e merecem a nossa reprovabilidade", relatou.


Em relação a apreensão de arma de fogo com o atleta da equipe do Brasil de Farroupilha, o presidente alviverde disse esperar uma atuação severa dos órgãos competentes, tanto do poder judiciário quanto da Federação e seu tribunal. "Não mais se pode admitir nos dias atuais qualquer forma de ameaça ou intimidação. Isto é inadmissível. Por fim, o Sport Clube Gaúcho prestará total apoio ao atleta Erick, mantendo a sua posição de repúdio a qualquer manifestação de cunho preconceituoso, reafirmando a sua total confiança no Poder Judiciário, na Federação Gaúcha de Futebol e no Tribunal de Justiça Desportiva." finaliza a nota assinada por Junior,