Covid-19 mantém indefinição sobre calendário do futebol do interior para 2021

A única certeza em 2021 é que o Campeonato Gaúcho vai ocorrer poucos dias após o final do Brasileirão Série A. O nacional termina 24 de fevereiro. Na segunda-feira, a Federação Gaúcha de Futebol (FGF) vai realizar o congresso técnico do Gauchão e os clubes terão mais detalhes sobre o regional.


Em 2019, neste mesmo momento já teria sido realizada a reunião técnica da Divisão de Acesso. Contudo, agora, em 2020, não existe uma perspectiva concreta de quando a Série A2 será realizada. O motivo é a segunda onda da covid-19. O mesmo passa a Terceirona Gaúcha.


Na primeira onda do novo coronavírus, o pico de mortes no Rio Grande do Sul foi em agosto, com média de óbitos por semana chegando a 60. Nesta segunda onda de contaminações, a situação se agravou. Nesta semana de dezembro, o estado gaúcho atingiu o pico do ano com 70 mortes por covid-19. Os números são do consócios dos veículos de imprensa, divulgado pelo G1.

Parte dos 12 clubes do Gauchão já definiu a data de 11 de janeiro para o começo da pré-temporada, com vista na abertura do estadual em 28 de fevereiro. Os regionais têm calendários atrelados a CBF, por isso a definição. Além do mais, existe contrato com a televisão e deve ser cumprido, sob pena dos clubes não receberem os valores ou terem de devolver alguma parcela antecipada.


Geralmente, em janeiro as equipes da Divisão de Acesso se apresentariam para o campeonato em março. Entretanto, este fato não deve ocorrer. Com a nova onda de casos, somente o começo da vacinação pode trazer uma esperança. Com isso, não será surpresa se os campeonatos do interior ficarem para o segundo semestre.


VACINAÇÃO


O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que sua pasta está em vias de concluir o anexo do Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19, que vai definir o cronograma de distribuição e imunização.


Em sabatina com os senadores, Pazuello lembrou que o início de qualquer campanha de vacinação depende, principalmente, de autorizações e registros – e que esses procedimentos são sujeitos à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a laboratórios. “O cronograma está sendo feito em cima das previsões que temos de entrega da AstraZeneca, da Pfizer e do Instituto Butantan. Mas estamos sujeitos à Anvisa e à entrega de laboratórios”, acrescentou.


Segundo o governo, 49,6 milhões de pessoas serão vacinadas nas três primeiras etapas do plano. A vacinação no Brasil deve ser concluída em 16 meses. Seriam quatro meses para vacinar todos os grupos prioritários e, em seguida, 12 meses para imunizar a "população em geral".


Existe uma possibilidade de começar a aplicação das doses a partir de fevereiro. Até o momento os grupos prioritários são:


- trabalhadores da área de Saúde;

- idosos (acima de 60 anos);

- indígenas;

- pessoas com comorbidades;

- professores (do nível básico ao superior);

- profissionais de forças de segurança e salvamento;

- funcionários do sistema prisional

- comunidades tradicionais ribeirinhas;

- quilombolas;

- trabalhadores do transporte coletivo;

- pessoas em situação de rua;

- população privada de liberdade.

VACINA NA REDE PRIVADA


Ainda não há previsão de venda da vacina nas clínicas da rede privada de saúde, segundo a Associação Brasileira de Clínicas de Vacinas (ABCV). Uma das possibilidades trabalhadas pela entidade é entre o segundo semestre de 2021 e o primeiro de 2022. Com aprovação para uso emergencial, apenas os governos dos países terão as doses. As empresas fabricantes estão trabalhando para abastecer os pedidos dos países e não da rede privada. Sendo assim, a vacina não estará acessível a todos, já que o plano nacional tem como foco os grupos de risco.


Com informações sobre a covid-19 de Agência Brasil, G1 e CNN Brasil