Cruzeiro e São Paulo trocam notas de repúdio


Na última rodada da Divisão de Acesso, realizada na quarta-feira (3), São Paulo e Cruzeiro duelaram dentro do gramado do estádio Aldo Dapuzzo. Após a partida, que terminou com vitória de 2 a 1 pelo Leão, o Cruzeiro emitiu, em seu site, uma nota oficial relatando depredações ao carro de um dirigente do estrelado. O veículo teria sido alvo de ataques por parte de torcedores do time da zona sul. O caso ocorreu na entrada do estádio.


"A Direção do E.C.Cruzeiro vem a público informar os atos de selvageria cometidos por torcedores do S.C.São Paulo na data de 03.04.2019 por ocasião da realização do jogo entre as duas equipes pela Divisão de Acesso 2019. O veículo particular do nosso vice presidente ao chegar ao estádio Aldo Dapuzzo foi alvo de ataques  por "torcedores" do clube mandante que acabaram quebrando os vidros, amassando a lataria por socos e chutes desferidos pelos mesmos. Atitudes como essa  mancham o futebol gaúcho e muitas vezes são motivadas por declarações mal colocadas de dirigentes ou membros de comissão técnica. Não podemos mais permitir que fatos como esse sigam acontecendo. Futebol é jogado dentro de campo", diz a nota do Cruzeiro.


Por outro lado, o São Paulo emitiu também uma nota repudiando as declarações do próprio Cruzeiro. Não caiu bem na direção do São Paulo a generalização feita pelo Cruzeiro de que os atos de selvageria partiu da torcida mandante. O clube afirma ainda que não teve qualquer notícia sobre incidentes no interior do estadio. Na nota, o Leão também falou sobre a depredação do carro do dirigente visitante.


"Causa estranheza, todavia, a situação narrada, eis que a delegação do time visitante contava com escolta da Brigada Militar em seu deslocamento. O Sport Club São Paulo esclarece que é manifestamente contra qualquer ato de violência, seja ele qual for (como por exemplo ataque a veículos, depredação de vestiário dos visitantes, etc). Nosso Clube preza sempre pela paz, e não compactua com clima de guerra antes de suas partidas. Todavia, se o ânimo beligerante ocorre, certamente não é causado de modo unilateral. Espera-se apenas que cada um tenha a devida hombridade de arcar com as consequências do que é dito", diz a nota do São Paulo.