Divisão de Acesso de portões fechados é inviável, conforme presidente de clube

Atualizado: Mai 12

A Divisão de Acesso está prevista para o mês de agosto a sua retomada. Contudo, com as declarações recentes do governador Eduardo Leite e as restrições impostas pelo sistema de bandeiras, a perspectiva de um cenário futuro é de incerteza. O próprio governador trabalha com o pico da pandemia de coronavírus em solo gaúcho para o final do mês de junho. Entretanto, as equipes da Série A2 voltariam os treinos em julho.


Durante o PELEIA FC ENTREVISTA, o presidente do São Paulo, de Rio Grande, contou que o cenário de incerteza permanece. Conforme Deivid Pereira, se projeta um retorno do campeonato, mas não se tem certeza de como estará a pandemia no Rio Grande do Sul no período.


"A gente acompanha diariamente as ações do governo do estado. Pouco se sabe do futuro. Quem hoje dizer que começa em agosto é uma projeção e não tem nada definitivo. São cogitações. Esta instabilidade prejudica. Se projeta, se busca uma definição, mas nos preocupa e deixa ansiosos", afirmou presidente do São Paulo.


Uma situação que ajuda, mas não garante o retorno do São Paulo na Divisão de Acesso, é a colocação dos funcionários na Medida Provisória do governo federal. Mas, o dirigente reforça que em agosto a situação financeira permanecerá difícil com uma economia debilitada.


"Nós já encaminhamos, temos um contato com um escritório que presta este serviço ao São Paulo. A documentação foi toda encaminhada e está em analise e deve estar sendo aprovado. Os atletas e membros da comissão técnica ficariam esses dois meses com auxilio do governo", afirmou Pereira.


O retorno da Divisão de Acesso está prevista com a presença de público, mas tudo vai depender dos decretos do governo. Jogar a competições de portões fechados seria inviável, conforme Deivid Pereira. A grande fonte de receita dos clubes da Série A2 é a bilheteria e o movimento gerado pelos torcedores nos estádios com a copa, sócios e a loja física.


"Posso responder pelo São Paulo, se houver alguma chance de jogar a sequência da Divisão de Acesso e for definida por portões fechados não há a miníma possibilidade do São Paulo jogar, pois não vamos ter condições de pagar os atletas, custos do clube, viagens (...) é colapso total", declarou ao peleiafc.