Divisão de Acesso emprega mais de 400 jogadores

A Divisão de Acesso não tem previsão para recomeçar devido a pandemia de coronavírus. Existe uma leve tendência de o campeonato ser retomado no segundo semestre, mas essa ideia não é unânime entre os dirigentes. Há quem defenda o próprio cancelamento desta edição e a retomada em 2021.


A Série A2 é muito importante para a economia do futebol gaúcho. São muitos empregos gerados neste primeiro semestre. A maioria dos clubes começou sua pré-temporada na segunda quinzena de janeiro. Com 16 clubes na disputa, a competição emprega profissionais como jogadores, membros de comissão técnica e pessoal de apoio.


Tendo como base que cada time tenha no elenco 26 jogadores, o total de atletas que dependem da Divisão de Acesso chega a 416. Essa média por grupo de atletas pode variar para mais ou para menos, pois algumas equipes têm mais de 26 jogadores e outras um pouco mesmos.


A médica de folha salarial somente com jogadores gira na casa dos R$ 50 mil. Alguns investem mais, contudo a ampla maioria não consegue subir tanto esse teto. A média salarial também pode variar de cada clube e, até mesmo, pela posição que o profissional atua.


O mercado dita muito o valor salarial. Por exemplo, um centroavante goleador é peça em extinção no interior. Então, os clubes desembolsam valores maiores para contratar esses profissionais. Com uns ganhando mais e outros ganhando menos, a média salarial fica entre R$ 1.900 a R$ 2.500.


Com essa parada do futebol, a Federação tenta entrar em um acordo com o Sindicato dos Atletas Profissionais para ver como fica a situação salarial dos atletas até o retorno do campeonato. Os clubes temem ter de seguir bancando os compromissos financeiros sem futebol. Fato este que os levaria a falência.


Foto: Renata Medina/Divulgação/Inter SM