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"Hoje, o Brasil não tem caixa", presidente Xavante defende recuperação judicial

O Brasil de Pelotas vive um momento financeiro delicado com ações cíveis que não estavam no planejamento do clube para a temporada. Em entrevista ao repórter Marcelo Prestes, da Rádio Universidade, o presidente Evânio Tavares defendeu a adesão à recuperação judicial para se reorganizar.


"Estamos estudando este tema desde janeiro para no melhor momento tomar uma atitude. O clube este mês passado começou a ter penhoras da parte cível que não estavam na programação do ano. É um processo que buscamos a legalidade do clube. O clube começa a tratar as contas seriamente. Trabalhamos sim com o nosso conselho. Precisamos do parecer deles para ter essa compreensão para entrar com esse processo", declarou.


Conforme o presidente, a recuperação daria um tempo para o Brasil ter um fluxo de caixa para se reorganizar. Hoje, o Xavante trabalha com 50% das receitas que recebe e, no mês passado, teve menos de 30% das receitas de renda devido às penhoras da justiça. O presidente fala que o clube irá pagar as ações, mas precisa de um tempo.


"Temos um condomínio trabalhista. Ele está com percentual de 45%. Essas ações de agora são civis. Não temos esse condomínio civil. Então estamos tendo de 30% a 40% das rendas. O que vai nos inviabilizar são essas penhoras de renda. Será praticamente inviável ter uma folha boa para fazer uma disputa de Série D. precisamos de um time competitivo, queremos manter esse time e melhorar, mas para isso precisamos de verba", declarou o presidente Xavante.


Para o mandatário do Brasil de Pelotas, a Recuperação Judicial será um remédio imediato, pois o clube não tem fluxo de caixa. Ele teme que o clube fique inviabilizado em um futuro muito próximo.


"A gente quer pagar as nossas contas. Quando a pessoa olhe o Brasil veja um clube organizado, clube que esteja com suas contas em dia. Esse remédio é a RJ. Ele vai nos dar viabilidade e tranquilidade de trabalhar com dinheiro em conta. Que todo dinheiro que venha ao Brasil caia integralmente na conta do clube para se sustentar, pagar suas contas e também investir, fazer o CT, melhorar o ônibus. Vamos ter uma gestão melhor. Hoje, o Brasil não tem caixa. O Brasil depende do caixa que vem do poder judiciário, dos acordos. Devido essas penhoras o clube fica inviabilizado", declarou Evânio.


Foto: Bruno Bittencourt/Brasil/Divulgação

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