Inter SM admite dificuldade de retorno do Acesso e mira possível "Copinha"


Dependendo das respostas das 15 prefeituras quanto à liberação das cidades para treinos e jogos da Divisão de Acesso, a competição pode ser declarada como inviável. Os clubes tem até quarta-feira para entregar à FGF os seus protocolos e as resposta dos municípios. Atualmente são quatro equipes favoráveis a volta da competição e onze que opinam pelo cancelamento devido à pandemia. A competição está suspensa há cinco meses.


Na última reunião, de três horas de duração, os clubes se reuniram com o presidente da Federação, Luciano Hocsman. O diretor jurídico da FGF, Carlos Schneider, também participou do encontro. Ele foi enfático ao afirmar que para o campeonato voltar todos devem concordar. Caso contrário, os clubes favoráveis ao retorno podem até jogar, mas sem acesso a primeira divisão ou rebaixamento.


O site peleiafc.com tentou uma entrevista com o diretor jurídico da FGF. Mas ele prefere aguardar uma definição para depois se manifestar, segundo afirmou a assessoria de imprensa da Federação.


Um dos defensores da volta, o Inter SM vê a situação como complicada para um consenso. Durante entrevista ao programa "Pod Comentar", do Jornal Diário de Santa Maria, o presidente do Inter de Santa Maria admite ser difícil a volta da Série A2.


"Sempre fui uma pessoa realista, mas otimista. Mas, está complicado e pelas últimas videoconferências parece que o Inter-SM, Glória e o Brasil, de Farroupilha estão perdendo a guerra. Vai ser muito difícil termos a volta da Divisão de Acesso", declara o mandatário.


Se confirmando o cancelamento da competição, Jauri Daros afirma que o Inter SM tem a intenção de jogar uma possível copinha, caso seja realizada pela FGF ainda neste segundo semestre.


"Me parece que a Federação Gaúcha de Futebol (FGF) pode realizar uma espécie de Copinha, e a gente vai participar, se isso acontecer. Seguimos trabalhando para não deixar os atletas e demais profissionais na mão", conta Daros.


Se a Copinha não sair, o clube vai focar a busca de recursos para cumprir os compromissos trabalhistas junto aos atletas.