Mais de 220 clubes, sendo 16 gaúchos, encaminham carta solicitando ajuda de 100 mil à CBF

A CBF recebeu uma carta dos clubes das segundas divisões dos estados brasileiros. Do Rio Grande do Sul, os 16 clubes participantes da Terceirona Gaúcha assinaram o documento encaminhado ao presidente Rogério Caboclo. A carta, entregue nesta terça-feira, engloba um total de 229 times de 22 estados e do Distrito Federal.


Os dirigentes solicitam um aporte financeiro de R$ 100 mil por equipe, como forma de ajuda devido a paralisação das atividades com a pandemia de covid-19. Os clubes também pedem isenção das taxas cobradas pelas Federações e que torne facultativa a contribuição à Federação das Associações dos Atletas Profissionais.


Os dirigentes ainda reivindicam que a CBF leve ao governo federal a proposta de contemplar os times nos programas de incentivo ao emprego.


A liderança dos clubes gaúchos é composta pelos presidentes do Santa Cruz (Tiago Rech) e do Real (Eduardo Sena). Ainda assinaram o documento: Riograndense-RG, União Harmonia, Riopardense, Farroupilha, Marau, Nova Prata, Santo Ângelo, São Borja, Três Passos, Gaúcho, Novo Horizonte, 12 horas, PRS e Rio Grande.


Caso a Confederação contemple os clubes com a verba, o valor a ser desembolsado é de R$ 22 milhões. No documento, os mandatários reforçam que as federações não possuem recursos para socorrer os clubes em um momento com este e pedem protagonismo da entidade máxima do futebol brasileiro.


"É preciso que a CBF assuma esse papel e cumpra seu dever de fomentar o futebol, prestando auxílio aos clubes que mais precisam. Além dessa ajuda direta, entendemos também que a CBF deve ser protagonista neste momento e liderar um movimento para que os clubes de futebol possam ser contemplados pelas atitudes propostas pelo Governo Federal visando auxiliar financeiramente as empresas brasileiras", afirma a carta.


A estimativa é de 15 mil empregos diretos gerados pelos clubes que assinaram a carta entregue à CBF. Os mandatários relatam que se faz necessário um auxílio financeiro para garantir o trabalho das pessoas empregadas.


"Independente da condição jurídica de empresa ou de associação civil, as equipes precisam estar contempladas em todos os programas de incentivo a manutenção do emprego do governo federal", relatam os presidentes.

REIVINDICAÇÕES DA CARTA


- Que seja estendido para os clubes das segundas divisões dos estaduais, devidamente inscritos e ativos junto a suas federações, o AUXÍLIO FINANCEIRO concedido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), sendo para estes clube um aporte no valor de R$ 100 mil (cem mil reais), para atender a situação de emergência pela qual passam nossos atletas, funcionários, comissão técnica e seus familiares, como também fazer face às despesas atinentes aos contratos em vigência, evitando que venhamos declarar falência e encerrar as atividades em consequência da inadimplência e das respectivas causas trabalhistas, já que atualmente restam inviabilizados os pagamentos aqui apresentados.

- Que a CBF determine as Federações Estaduais que estendam, para este período de dificuldades/para este ano atípico, A ISENÇÃO DE TAXAS cobradas pelas mesmas, da mesma forma como a própria CBF assim já o fez.

- Que TORNE FACULTATIVA A CONTRIBUIÇÃO PARA A FAAP (Federação das Associações dos Atletas Profissionais), tendo em vista que tal exigência trazida pela Lei n. 9.615/98, chamada Lei Pelé, deixou de existir com a edição da Lei 13.467/17, conhecida como Lei da Reforma Trabalhista, onde a contribuição sindical perdeu a sua obrigatoriedade e passou a ser facultativa.

- Que a CBF leve ao Governo Federal proposta para que os clubes de futebol sejam CONTEMPLADOS NOS PROGRAMAS DE INCENTIVO ao emprego e qualquer outro tipo de fomento já realizados e que venham a ser realizados pela União, Estados e Municípios em prol das pessoas jurídicas neste momento. Este documento foi redigido com o consenso e apoio dos clubes abaixo relacionados, bem como também assinado pela comissão que ora representa os mesmos.