"Nem sim, nem não", opina Luciano Hocsman sobre possível cancelamento do Gauchão

Entre as possibilidades mais debatidas sobre o campeonato Gaúcho 2020 é o seu cancelamento. Antes da bola rolar, o torneio já não tinha datas disponíveis devido ao calendário da CBF. Com uma suspensão de 15 dias podendo ser ampliada, a situação só se agrava.


Quando o futebol retornar ao país haverá uma enxurrada de jogos represados, como Copa do Brasil, Libertadores e também os nacionais. O calendário ficará ainda mais apertado. Nesse sentido, quem pode ser sacrificado são os estaduais, voltando apenas em 2021.


Muitos defendem o fim da edição deste ano da Série A do Gauchão com o Caxias sendo declarado campeão por ter ganho o primeiro turno. Nesse sentido, também não haveria rebaixados. Mas o Gauchão poderia inchar no ano que vem com o acesso de mais duas equipes da Série A2. Tudo isso está sendo debatido pela Federação. Uma ampliação de times geraria alteração de regulamento e impacto nas empresas que patrocinam o campeonato, como divisão da verba de TV.


Durante entrevista a Rádio Imembuí, de Santa Maria, nesta quarta-feira, o presidente da Federação foi questionado pela repórter Angélica Varaschini quanto essa possibilidade do estadual ser cancelado. Luciano Hocsman preferiu adotar a extrema cautela. O mandatário ficou em cima da faixa central do campo, sem pender para algum lado deste jogo.


"Quando alguém que está conduzindo alguma situação, qualquer palavra fora do contexto pode gerar interpretação equivocada. Não vou te dizer nem sim, nem não. A Divisão de Acesso tem uma possibilidade de datas maior que o campeonato estadual. O presidente Rogério (da CBF) disse que dependendo da evolução, a intenção da CBF é fazer que as competições estaduais tenham seu fim. É complicado alguma resposta afirmativa. A partir do momento que tu encerra uma competição e declara um campeão, tem outras definições previstas no regulamento, como rebaixamento tem que ser definida. Talvez possa gerar alguma tipo de injustiça quanto aos outros. Então tem que ter muita cautela, muita calma para tomar a melhor decisão", justificou o presidente da FGF.


Sobre uma possibilidade de não realizar da Copinha do segundo semestre para ajustar o calendário, ele frisou que a destinação de vagas para a Série D e Copa do Brasil fica a critério da CBF. A Federação não tem gerência quanto a essas vagas.


Foto: FGF/Divulgação/Site