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O segredo do Índio: Gelson Conte revela gestão humanizada na arrancada do Guarany para salvar o time

Foto: Sérgio Galvani/Guarany

A permanência do Guarany de Bagé na elite do futebol gaúcho não foi conquistada apenas com estratégia tática, mas com "olho no olho". Após o empate em 1 a 1 contra o Avenida, que carimbou o passaporte do clube para a Série A de 2027, o técnico Gelson Conte abriu o jogo sobre os bastidores da reação meteórica da equipe.


Em meio à euforia pela vaga garantida e pela classificação histórica na Copa do Brasil, o comandante destacou que o diferencial foi entender o lado humano de um elenco que, até pouco tempo, convivia com a pressão do rebaixamento.


O "corpo a corpo" com os atletas


Diferente da postura rígida que muitos treinadores adotam em momentos de crise, Gelson Conte optou pela escuta. O técnico revelou que realizou um trabalho minucioso de conversas individuais para mapear o estado emocional, tático e físico de cada peça do grupo.

"Quando eu cheguei não precisei engrossar no vestiário, quando é preciso eu faço. O grupo precisava de carinho, olho no olho. Conversei em particular com cada um. Os atletas são seres humanos e eles abriram o coração. Quando faço a gestão de grupo, falo o nome dos atletas; o jogador se sente valorizado ao saber que reconhecemos sua qualidade", detalhou Conte.

Escalação baseada no diálogo


Segundo o treinador, essa proximidade permitiu que ele "escalasse certo" ao extrair o máximo de cada jogador em suas posições de conforto. Ele citou exemplos de superação, como a recuperação de Welder, o crescimento ofensivo de Murilo e a importância de Adailson e Tony Júnior.


Para Gelson, o ponto de virada emocional foi a vitória de 3 a 2 sobre o Inter SM: "Ali eles entenderam a linha de trabalho. O trabalho coletivo foi inteligente".


Desgaste físico e foco na direção


Apesar de admitir que a atuação contra o Avenida não foi plasticamente bonita, o técnico justificou a queda de rendimento pelo esforço hercúleo feito contra o Caxias, na Copa do Brasil. Ele também fez questão de dividir os méritos com a cúpula alvirrubra.


"A direção está de parabéns. Eles concentraram dois dias, estão há 20 anos na casa e as coisas vêm junto. Me preocupou a queda hoje, mas tem um motivo: eles correram muito contra o Caxias", concluiu o comandante, agora eternizado como o arquiteto da salvação do Índio Guerreiro.

 
 
 

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