O sonho durou pouco: após 14 anos de espera, Inter SM amarga o retorno precoce à Divisão de Acesso
- Peleia FC

- 1 de mar.
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Foto: Renata Medina/Inter SM
A tarde de sábado no Estádio Presidente Vargas não foi apenas melancólica; foi o capítulo final de uma frustração profunda para o torcedor do Inter de Santa Maria. Foram 14 longos anos de angústia e luta nos gramados da "Segundona" até o tão sonhado acesso em 2025, mas a alegria de estar na elite durou apenas uma temporada. O empate em 1 a 1 contra o Monsoon, aliado aos resultados da rodada, decretou o rebaixamento matemático do Alvirrubro com uma rodada de antecedência.
O peso da responsabilidade e o medo da queda paralisaram o time na primeira etapa. Em campo, o futebol foi pobre, marcado pelo nervosismo e por uma sucessão de erros de passes e cruzamentos. Nem mesmo a mística da Baixada ou a presença do ídolo Chiquinho — que aceitou o sacrifício de deixar o cargo de executivo para assumir o comando técnico em uma missão desesperada — foram capazes de dar lucidez ao grupo. O Inter SM tentava em bolas paradas e investidas isoladas de Otávio, mas o que se via era uma equipe sem forças para se impor em sua própria casa.
O duro golpe veio logo no início do segundo tempo, quando Fabinho abriu o placar para o Monsoon aos 11 minutos. O silêncio que tomou conta do estádio só foi interrompido pela demora do VAR, que validou o gol e pareceu arrancar um pedaço da esperança de cada torcedor presente. Matheus Santana ainda deu um último sopro de vida ao empatar a partida aos 26 minutos, convertendo uma bola parada que fez a Baixada pulsar uma última vez. Naquele momento, a torcida empurrou, o coração falou mais alto que a tática, mas o destino já parecia traçado.
No fim o que se viu foi o retrato de uma temporada de falhas: uma pressão desordenada, bolas alçadas na área e uma trave que impediu o gol de empate. Ao apito final, a tristeza nas arquibancadas simbolizaram a dor de uma comunidade que esperou mais de uma década pelo topo e agora se vê obrigada a recomeçar.




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