Os números comprovam: a artilharia é pesada no Passo

Uma vitória em Belém, no Pará, diante do Paysandu, no próximo domingo, recolocará o São José no G4 do Grupo B do Brasileiro Série C. Tarefa impossível? Não. Se depender da característica da equipe comandada pro Rafael Jaques, comprovada pelos números da análise de desempenho, o objetivo não parece distante.


Conforme o levantamento feito pelo olho clínico do auxiliar técnico Éverton Vanoni, o Zeca mantém a mesma média de conclusões a gol jogando dentro ou fora do Passo d'Areia. Em cinco partidas, foram 51 chutes a gol contabilizados. Exatamente 20 nas duas partidas em casa e 31 nas três longe de Porto Alegre. Média de dez conclusões por partida. 


A equipe também tem números de gols marcados iguais dentro ou fora de casa. Foram três gols marcados no Passo e três como visitante. "Isso aumenta a nossa esperança sempre, porque o perfil dos nossos jogadores ofensivos é este. Temos um meia pifador, laterais que sobem muito e trabalhamos para, nesta Série C, termos jogadores de frente que busquem o gol a todo o momento. É uma característica deles que favorece a nossa filosofia de jogo, de sempre buscar a vitória", aponta o técnico Rafael Jaques.


No Acre, por exemplo, foram 16 conclusões a gol do Zeca. Quase o dobro dos 10 chutes a gol dos donos da casa. Contra o Juventude, a equipe voltou a concluir muito mais do que o adversário: nove contra quatro. Estes foram, justamente, os dois últimos jogos. "Em determinados momentos nas partidas da Série C, que tem adversários qualificados, até ficamos com menor posse de bola, mas temos essa verticalidade. É uma posse, muitas vezes, mais eficiente, ou objetiva", avalia o treinador.


Alguém pode pensar que está faltando pontaria ao ataque do Zeca. Engana-se. Entre as 51 finalizações em cinco jogos, 24 foram no alvo. Uma eficiência de 47%. Para que se tenha uma ideia, este foi o índice atingido pelo Palmeiras, líder do Brasileirão, até a quinta rodada, quando goleou o Santos.


O chuta-chuta do time é o atacante Cláudio Maradona. Nas cinco primeiras partidas, ele concluiu 11 vezes a gol, e marcou uma vez. A melhor média é do centroavante Luiz Eduardo, que concluiu 9 vezes contra a meta adversária, marcando duas vezes. Significa que a cada 4,5 conclusões, ele balança as redes uma vez.


Esta é a média aproximada de precisão do time, quando acerta o alvo. Em cinco partidas, o São José fez seis gols. Média superior a um gol por jogo. Foram necessárias 8,5 conclusões para marcar um gol. No entanto, quando analisadas as conclusões certas, que chegam à goleira, o time marca um gol a cada quatro tentativas — 25%. 


Foto: Aleksander de Araújo/Arquivo