Para a Divisão de Acesso voltar também é preciso a concordância de todos

O futuro da Divisão de Acesso pode ter um desfecho nesta sexta-feira. Está marcado para às 15h, uma nova videoconferência entre os dirigentes dos 16 clubes e o presidente da Federação Gaúcha de Futebol.


Durante entrevista exclusiva ao site peleiafc.com, Luciano Hocsman revelou que os presidentes deram sinal de estarem esgotados, sem mais oxigênio para seguir nesta indefinição.


Na última reunião, 11 clubes apresentaram um "Manifesto". O documento não pede o cancelamento da Divisão de Acesso, mas abre caminho para os clubes decidirem pelo fim do campeonato. São duas páginas com questionamentos quanto ao cumprimento dos protocolos de segurança sanitária e quem ficará responsável caso ocorra alguma situação. O documento também pede apoio financeiro da CBF, algo muito difícil de acontecer.


"Nós não podemos simplesmente determinar um cancelamento sem que tinha um justo motivo ou algo que nos de embasamento. O manifesto destes clubes no sentido de se mostrarem favoráveis a um eventual encerramento pelos pontos que mencionados nos dão um caminho para eventual construção, juntamente com eles, de uma decisão de eventual cancelamento", comentou Hocsman.


Para o cancelamento da competição é preciso ter unanimidade. Hoje, são 13 clubes que opinam pelo fim da competição em 2020. Três defendem a volta e a conclusão das 17 rodadas restantes. Contudo, o presidente Hocsman trouxe uma informação nova. Para a Série A2 voltar também é necessária a concordância de todos.


"Parte de uma orientação da CBF para minimizarmos a possibilidade de alguma situação futura quanto a isso. Existe dentro da própria lei e nos estatutos o justo motivo de se continuar uma competição. Não posso obrigar um clube a colocar em risco o patrimônio pessoal do seu presidente. A Federação não pode obrigar o clube que não queira jogar, a jogar (o Acesso)", declarou o presidente da FGF.


O ponto levantado por Hocsman quanto ao patrimônio pessoal dos dirigentes é que a Lei do Profut responsabiliza os presidentes dos clubes por prejuízos causados. O Artigo 24 fala em gestão temerária das entidades profissionais. Caso entrem em campo sabendo que não terão condições financeiras, os dirigentes estariam assumindo o risco da gestão temerária e, assim, podem responder futuramente com seu patrimônio para o pagamento dessas dívidas.