Para atacante Edy, a Divisão de Acesso é um dos campeonatos mais nivelados e difíceis do Brasil


Natural de Quaraí, fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai, o gaúcho Edy Neto tem uma grande bagagem no futebol, apesar da pouca idade. Com 24 anos, o jogador já atuou no Rio de Janeiro, Santa Catarina, Goiás e até no Uruguai no Cerro Largo.


Antes de ser anunciado pelo Brasil de Farroupilha para a Divisão de Acesso 2020, o atleta estava em Camboriú atuando no futebol catarinense. O homem quer se tornar referência no ataque das Castanheiras e disse ao site peleiafc.com que está muito feliz por vestir a camiseta do time da Serra Gaúcha.


"Estou muito feliz, é um grande clube, que sempre monta equipes fortes e quero me preparar bem fazendo uma boa pré-temporada para conquistar o objetivo que é o acesso e o título da competição", projetou.


O jogador já trabalhou com o técnico Rodrigo Bandeira, anunciado pela direção para comandar o time na beira do campo. Ele conta que o treinador o ajudou muito não só dentro de campo, mas também, na formação como pessoa. Edy ainda frisou que a Divisão de Acesso é um dos campeonatos mais nivelados e difíceis do país.


"O campeonato é um dos mais nivelados do Brasil, mais que alguns estaduais da primeira divisão. Então é um campeonato muito difícil, vamos ter que trabalhar forte, ter um grupo unido e vencer por etapas. Primeiro, pensar em se classificar até chegar ao objetivo que é o acesso", falou.


Edy passou um bom tempo no Criciúma, onde se profissionalizou no futebol. Em 2013, ele entrou em campo com o Tigre na final da Copa do Brasil Sub-20, contra o Santos. Na oportunidade, a sua equipe perdeu a primeira partida e ganhou a segunda, mas devido ao saldo de gols ficou com vice-campeonato. Ele classificou esse como um dos momentos marcantes da sua carreira, pois logo na sequência foi chamado para integrar o grupo principal do time catarinense.


"Outro momento que marcou muito foi minha estreia no profissional. Joguei com atletas de grande nome do cenário brasileiro, inclusive um deles acabou falecendo na tragédia da Chape que me inspirou muito, o Cléber Santana. Era um cara de família, de caráter (...) vou guardar para o resto da vida os ensinamentos dele. Minha estreia foi num clássico contra o Joinville", finalizou.


O atacante não é o único jogador da família, que parece ter o DNA da bola. Edy tem um irmão conhecido de muitos torcedores colorados. Erik, jovem lateral esquerdo do Inter também começa a trilhar o caminho da bola pelos lados do estádio Beira-Rio, em Porto Alegre e promete ficar ainda mais conhecido do torcedor gaúcho com as oportunidades que devem chegar a partir da temporada que vem.


Foto: Douglas Sartor /Criciúma