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Perda de pontos: Com votação apertada, Gaúcho é absolvido em julgamento no TJD

O Gaúcho foi julgado na tarde desta quarta-feira no Tribunal de Justiça Desportiva quando a suposta escalação irregular na Divisão de Acesso. O Tupi apresentou denúncia contra o clube afirmando que dois atletas estariam irregulares na partida contra o Passo Fundo.


A denúncia envolveria dois atletas com contratos não-profissionais encerrados perto da meia-noite do dia 2 de junho, uma sexta-feira. Eles estavam relacionados para o clássico Ga-Pas, ocorrido no domingo, mas não entraram em campo. O clube foi absolvido por 3 a 2. Desta forma, o Gaúcho não perde pontos e permanece com 15 pontos no Grupo A da Divisão de Acesso. No julgamento, o procurador do TJD viu culpa do clube no caso.


"Para mim restou claro que a culpa foi da agremiação que não teve zelo. É lamentável. O artigo 214 não prevê dolo, prevê a culpa, de ver se estava regulado ou de deixar uma pessoa estranha ou desafeto político com a senha para usar (o sistema web). É mesma coisa que brigar com meu vizinho e deixar a chave com ele. Então, culpa escancarada da agremiação de não desabilitar o acesso do seu desafeto. Não podemos passar a mão no Gaúcho", declarou o experiente procurador Renan Eduardo Cardoso.


Conforme o repórter Kleiton Vasconcellos da Rádio Uirapuru, a defesa do Gaúcho apresentou depoimento de testemunhas e também a tese de que não houve escalação irregular, mas sim uma invasão via Internet na lista de jogadores inscritos pelo clube.


Uma terceira pessoa teria feito a liberação dos jogadores, Alexssandro Gomes do Nascimento Júnior e Gabriel Luigi Zorzan, sem consentimento do clube, em horário atípico (próximo da meia-noite), determinando o término dos vínculos não-profissionais junto ao clube. Uma perícia poderia apontar quem usou o sistema sem autorização, mas a prova pericial foi indeferida. A defesa do Gaúcho apontou que o clube "foi vítima de uma sabotagem".


"Surpreendentemente esses atletas foram retirados do sistema Web. No entendimento do clube é imprescindível que se identifique quem acessou o sistema neste horário, o endereço de IP, os dispositivos e sua localização. Isso requer conhecimento técnico específico. Ninguém do clube, mandatário ou pessoas ligadas, realizou essa alteração", afirmou a defesa do Gaúcho no tribunal.


Foto: Angelo Pieretti/FGF

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