Pode Abraçar ! Conheça a Voz das conquistas da FGF TV

Com a criação da FGF TV, o torcedor tem o registro em vídeo das grandes conquistas do interior. As imagens dos acessos da Terceirona e Série A2 viralizam nas redes sociais. As comemorações e os gols também ganham destaque no instagram dos jogadores. Tudo isso com a voz dos narradores e da equipe de transmissão.


O torcedor já deve ter escutado o bordão "Pode Abraçar". O narrador Marcelo Werkhausen é o dono da frase dita sempre quando a bola balança a rede. Ele está eternizando as comemorações dos clubes do interior nas conquistas da Terceirona e Divisão de Acesso.


O profissional atua como narrador esportivo desde o ano de 2010. Sua primeira transmissão foi no "susto". O narrador escalado para uma partida ficou impossibilitado de participar de uma transmissão na Rádio Inova de Nova Petrópolis. Assim, Marcelo teve que assumir os trabalhos.


"Em 2013, fui convidado pela Rádio Vale Feliz, da cidade de Feliz, no Vale do Rio Caí. Além das transmissões esportivas de eventos regionais, apresento semanalmente, nas noites de segundas-feiras, o programa Espaço Esportivo, que faz um apanhado geral dos resultados das competições da região, bem como conta com a participação de atletas e dirigentes, através de entrevistas e bate-papos", comentou ao peleiafc.com.


O profissional da comunicação também é servidor da Câmara de Vereadores do Município de Feliz. O trabalho com o microfone se dá em horários fora do expediente da casa legislativa. O convite para narrar os jogos da FGF TV veio através do, também narrador, Ramiro Ruschel.


"É o Ramiro, aliás, quem coordena as equipes, realizando as escalas. As primeiras transmissões pela FGF TV ocorreram nas rodadas iniciais da Divisão de Acesso de 2020, que logo foram interrompidas devido a pandemia. Como quase todos os profissionais, acabei ficando parado por um período. Como a retomada do futebol no Rio Grande do Sul foi mais tardia, eu acabei sendo designado para trabalhar no futebol catarinense, com a Série B e Copa SC", declarou.


Marcelinho, como é popularmente conhecido nas redes, afirma ser um apaixonado pelo futebol do interior. Ele comenta que cada jogo é especial.


"Eu acabo sentindo a alegria de quem obtém o sucesso, vendo o sorriso do torcedor, a comemoração dos dirigentes e comissões técnicas, mas também sofro por quem fica no caminho, pois conheço uma parte do trabalho que foi feito e o quão difícil vai ser para juntar os cacos e buscar forças para tentar algo melhor no outro ano", pontuou.


O bordão "Pode Abraçar" é a cereja do bolo no seu trabalho. Ele revela que a frase já tem mais de uma década e surgiu logo na sua segunda transmissão esportiva.


"O 'Pode Abraçar' tem mais de uma década de história. Surgiu na minha segunda narração. Na Região das Hortênsias, Vale do Caí e Encosta da Serra ele já estava difundido, mas o poder de alcance da FGF TV fez com que ele se espraiasse por todo o Estado. Confesso que é meio estranho chegar lá no Alto Uruguai e um dirigente vir procurando pelo 'Pode Abraçar' ou então estar numa cabine de um estádio na Fronteira e um colega vir te parabenizar também se utilizando do bordão. Estou em fase de adaptação, mas é um sinal de que o trabalho está no caminho certo", avaliou.


A vida de narrador não é fácil. Até chegar no radinho ou no celular do torcedor, inúmeras situações podem ocorrer. Marcelinho conta que é do tempo de "abrir picadas" no meio das zonas rurais para puxar cabo de telefonia para conseguir levar uma transmissão ao ar.


Mas os tempos mudaram. Hoje é possível fazer jogos por tubo, sem a necessidade de longos deslocamentos. Contudo, sempre se está sujeito a situações que podem surgiu de última hora.


"Este ano, por exemplo, fiz o jogo entre São Gabriel e Avenida. As equipes nos passam as relações dos atletas, colocamos na planilha, e no segundo tempo, quando foi feita as duas primeiras substituições, notei que os números dos atletas que entraram não batiam com os da relação. Antes que eu pudesse verificar, no primeiro lance, o Tito, do Avenida, meteu um golaço de bicicleta, mas na relação, o número 18 era o Juliano. Gritei gol do Juliano, rapaziada do Avenida me cornetou que foi uma loucura. Inclusive, na súmula, tá como gol do Juliano", relembrou Marcelinho.


Foto: Arquivo Pessoal