Presidente do Veranópolis teme falência do clube caso a Divisão de Acesso volte


Os clubes da Divisão de Acesso têm até esta quarta-feira para encaminhar à Federação Gaúcha de Futebol dois ofícios. O primeiro documento é referente às prefeituras. Se elas liberam as cidades para os treinos e jogos. Caso o poder público autorize, as equipes enviam o segundo ofício com os protocolos de segurança sanitária.


Na quinta-feira, a Federação vai analisar todos os documentos e na sexta-feira haverá uma nova videoconferência com os 16 presidentes de clubes da Série A2. Pode ocorrer alguma definição já nesta semana quanto ao campeonato. Hoje, são apenas 4 clubes a favor do retorno: Inter SM, Glória, Brasil-Far e Guarany-BG.


Na terça-feira, durante entrevista ao programa Show Dos Esportes, da Rádio Gaúcha Serra, o presidente do Veranópolis falou sobre este momento de indefinição perante à pandemia de covid-19.


Gilberto Generosi disse que o desejo do Veranópolis sempre foi de ir até o fim na competição para buscar o retorno a Série A do Gauchão no ano seguinte a queda. A ideia era repetir o feito do Caxias em 2016. Contudo, o clube observa ser muito difícil o cumprimento de todos os protocolos em saúde.


"Quando saiu o protocolo de distanciamento e atividades da primeira divisão, o Veranópolis começou a repensar pelo lado financeiro, que fica bem pesado. Ele é dispendioso e difícil de cumprir. Pensávamos ainda que no protocolo da segunda divisão fosse um pouco diferente, mas é exatamente o protocolo da primeira divisão. Aí começamos a mudar de pensamento. Teríamos que fazer trinta testes a cada jogo com uma despesa de R$ 180 reais por teste, viagem com dois ônibus e hospedagem sendo um apartamento por pessoa. A situação começou a ficar preocupante no lado financeiro", comentou o dirigente aos jornalistas Eduardo Costa e Marcelo Rocha.


O presidente pentacolor tinha a esperança da diminuição dos efeitos da pandemia neste mês de agosto, mas não é o que está acontecendo. Quanto a consulta ao poder público local, o prefeito se mostrou contrário, neste momento, a liberação de jogos.

"O prefeito foi bastante claro na situação que o nosso município se encontra. Semana passada era uma média de 8 a 9 casos em uma cidade com 25 mil habitantes é bastante preocupante. Ele deu parecer dele como prefeito e médico. Assim como está a prefeitura não iria permitir e aconselha não fazer treinamentos e jogos no município. Neste momento ele não aconselha", contou o mandatário.


O presidente disse compreender a situação dos jogadores que precisam trabalhar para ter um sustento, mas falou não ser possível ter o retorno de 30 pessoas no clube sem ter plena garantia de declínio da infecção. Ele ainda teme a falência financeira do VEC se a Divisão de Acesso voltar.


"Financeiramente se vindo à competição e acontecendo uma infecção tendo que cumprir os protocolos é a falência financeira do Veranópolis. Não vamos ter como arcar com todas as despesas. Se me perguntarem o 'Veranópolis é a favor ou contra a parada do campeonato?' É a favor. O melhor é parar", frisou Generosi.


Ainda na entrevista à emissora da serra gaúcha, o presidente do time da terra da longevidade crê ser impossível a unanimidade para o retorno da Série A2 e aposta no cancelamento da competição.


"Pela unanimidade que precisa é impossível voltar. Não vai ter unanimidade para voltar. Acredito ser cedo ainda para falar, mas a competição está fadada a parar e voltar só em 2021. Nada é definitivo, mas está ficando muito difícil. Hoje estaria fadada a parar, ser cancelada e voltar ano que vem" finalizou o dirigente.



Foto de capa: Arquivo/Facebook/Veranópolis