Presidente Xavante quer um 2023 sadio e promete não adiantar verbas

Antes de terminar a primeira fase da Série C do Brasileiro, o Brasil de Pelotas havia confirmado presença na Copa FGF, que inicia no mês de setembro. Contudo, o rebaixamento mudou os planos do Xavante. A direção desistiu da competição e preferiu parar no segundo semestre para "organizar" da casa. Segundo o presidente Evânio Tavares, a situação financeira e do gramado foram os principais motivos.


"Estávamos planejamento jogar a Copinha sabendo que era um custo, mas estávamos acreditando que íamos seguir na Série C. Com isso, temos contratos até o fim de outubro, novembro. Íamos usar esses jogadores e acrescentar algo mais fazendo uma base para o Gauchão do ano que vem. Mas com todo esse ocorrido, clima do descenso e as questões de rescisões de contratos e pagamentos se tornou inviável. Jogamos meio turno sem verba de camiseta porque havia sido adiantada do outro ano. Por questão de saúde financeira, responsabilidade financeira e questões de campo, que ficou judiado, expliquei ao presidente Luciano e ele entendeu plenamente", declarou o mandatário à TV Xavante.

Na entrevista ao canal oficial do clube, logo após o rebaixamento, o presidente também projetou o ano de 2023. Ele quer um clube saudável financeiramente e prometeu não antecipar verbas, problema vivenciado este ano na Copa do Brasil.


"Queremos fazer um ano de 2023 sadio. Vamos jogar o Gauchão com a verba do Gauchão. Não vamos adiantar verba. A Copa do Brasil também. Este ano jogamos a Copa do Brasil sem a verba, pois R$ 580 mil foi adiantada no ano passado. Um planejamento real, pagando em dia. Em setembro, com as eleições e se eu for eleito já teremos um planejamento pronto com sócios, patrocinadores e executado. Por que não foi feito antes? Porque não tinha segurança jurídica", comentou o dirigente.