Sócio-diretor da Pluri explica o processo para o Brasil-Pel virar uma SAF
- Peleia FC

- 7 de nov. de 2024
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Foto: Divulgação/Brasil
A empresa Pluri Consultoria é quem está fazendo todo o processo de estudo do Brasil de Pelotas para o clube virar uma SAF no futuro. A empresa é especializada em Estudos, Pesquisas e Análises do Futebol Brasileiro há 10 anos. O sócio-diretor Fernando Ferreira participou, na quarta-feira, da coletiva do presidente do Brasil de Pelotas, Gonzalo Russomano. Um dos grandes diferenciais do Xavante é a sua torcida, conforme Ferreira.
A Pluri conhece bem este mercado das SAFs no futebol brasileiro. A empresa trabalha com 12 clubes em processo de venda em todas as Séries. Segundo Ferreira, os investidores devem apostar em clubes com potencial para ascender no cenário nacional e com torcidas engajadas.
"Paraná Clube é nosso cliente há dois anos e estamos com uma segunda proposta colocada no Paraná e estamos confiantes que o processo está se encaminhando para o fim. Temos a operação do Náutico que tem uma dívida grande que precisa de recuperação judicial e este processo torna o prazo um pouco mais elástico. Fizemos a operação do Botafogo da Paraíba para um empresário do Paraná e do Rio de Janeiro. Também o São Bento de Sorocaba para o Zé Roberto, que é um dos investidores. O Vila Nova, de Goiás, agora está com uma proposta de um investidor estrangeiro para o clube. O Treze de Campina Grande estamos em conversas com um jogador de futebol bem adiantada", detalhou o sócio-diretor.
A Pluri projeta um prazo médio de um ano para um clube virar SAF, mas depende da cada clube. O Brasil de Pelotas tem a questão das dívidas e isso pode levar um tempo a mais.
"O principal é quando você encontra o investidor o processo passa ser burocrático. Quando finaliza a primeira fase dificilmente a operação deixa de sair. O investidor vai assumir a dívida do clube, porque precisa equacionar. Obviamente, o volume de investimento vai depender do tamanho da dívida. Se a dívida for grande vai sobrar menos dinheiro para investir no futebol. Patrimônio, CT e estádio necessitam de investimento. E tem o investimento no futebol em si para montar time, aqui a gente fala em categoria de base. É o principal ativo deste negócio, é preciso investir e isso custa caro. Recurso não é só dinheiro, é humano, tecnológico, relacionamento com mercado. Precisa qualificar o clube para poder tocar como uma empresa qualquer", detalhou.
No caso do Brasil de Pelotas, a Pluri está finalizando a modelagem do negócio. Depois, precisará ser validada pelo clube. Essa parte é referente às bases do negócio que a Pluri vai levar ao mercado.
"É o momento em que começamos a conversar com os investidores. É óbvio que para isso acontecer temos umas pequenas etapas internas do clube que temos que alinhar (referente a documentação). Quando entra no mercado você não tem duas chances para falar com investidor, tem que ir com todas as respostas bem mapeadas", explicou Fernando Ferreira.






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