Sem previsão de retorno do futebol, presidente da FGF não descarta nenhuma possibilidade

A incerteza paira sobre o futebol gaúcho. Dias após o comunicado da suspensão dos campeonatos da Divisão de Acesso e do Gauchão, várias possibilidades são trabalhadas, mas nenhuma confirmada.


Em entrevista a repórter Angélica Varaschini, da Rádio Imembuí, de Santa Maria, o presidente da Federação Gaúcha de Futebol falou por mais de 20 minutos sobre essas indefinições quanto a retomada do futebol no estado.


O problema é que não existe um cenário de perspectiva de melhora da pandemia de coronavírus. Muito pelo contrário, os casos só aumentam no Rio Grande do Sul e no resto do país.


Para Luciano Hocsman, dificilmente após o prazo de 15 dias essa situação vai mudar. Ele contou saber as dificuldades financeiras dos clubes, mas que neste momento precisa priorizar a saúde de todos os envolvidos em um jogo.


"A gente tem trabalhado com todas as possibilidades. Se olharmos o quadro de evolução mundial, a tendência é que o país fique parado por um período maior que 15 dias. As autoridades sanitárias sugeriram de 15 a 30 dias a parada e nós optamos por 15 dias para ter um melhor desenho do cenário do pico de contaminação. Não descarto nenhuma possibilidade no momento. Estamos fazendo contato com sindicato dos atletas com as federações co-irmãs também para em conjunto encontrarmos uma saída para o calendário nacional", explicou o presidente da FGF.


Ele também confirmou que na próxima semana deverá ser reunir, por videoconferência, com os presidentes dos clubes da Série A2 para ouvi-los. O mandatário afirma estar em constantes conversas com os dirigentes por whatsapp. A ideia é não esperar o fim do prazo de 15 dias para tomar uma decisão sobre o futuro das competições.


Lembrando que a Divisão de Acesso tem um calendário mais flexível, já o Campeonato Gaúcho da Série A fica engessado devido ao calendário da CBF e as competições nacionais.


Foto: Luiz Munhoz/Ulbra