Sindicato dos árbitros comemora o fim do sorteio na Copa FGF

A escolha dos árbitros que estão atuando na Copa FGF - Troféu Dirceu Castro não é feita mais por sorteio. Agora, os profissionais são escolhidos por audiência pública. Segundo a FGF, a decisão tem por objetivo propiciar avaliação frequente dos árbitros, que serão indicados pela Comissão.


Uma das reclamações da categoria é que no sorteio o árbitro pode ficar várias rodadas sem apitar e depende da sorte. A medida começou pela Copa FGF e agradou o Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado do Rio Grande do Sul. Conforme Maicon Zuge, presidente da entidade, a forma antiga era algo que preocupava.


"Tivemos vários árbitros que perderam 5 ou 6 sorteios na sequência, isso pode prejudicar um árbitro que as vezes vem numa sequência (acessão) de bons, jogos além de perder ritmo perde financeiramente também. Nos dias de hoje não podemos contar com a sorte", declarou o presidente.


Conforme o representante da categoria, já há tratativas com a Comissão de Arbitragem da FGF para a medida ser adotada em outros campeonatos, como a Divisão de Acesso. Por já estar em andamento, a Série A2 não foi contemplada com a mudança. Segundo Zuge, no Brasileirão, a CBF já adotou a audiência como forma de escala, sendo o Rio Grande do Sul um dos últimos estado ainda com sorteio.


O presidente do sindicato dos árbitros estima em 250 profissionais do apito em atividade neste segundo semestre com Divisão de Acesso, Copa FGF, Gauchão Feminino e outros campeonatos das categorias de base em andamento, como estadual Sub-20.


"Nos surpreendeu positivamente essa retomada do futebol depois de mais de um ano sem campeonatos amadores e profissionais devido à covid-19. O comprometimento e o gosto que a galera tem pela arbitragem, poucos árbitros não ficaram aptos ou desistiram da arbitragem. Giramos em torno de 250 entre árbitros e assistentes", finalizou.


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