Sindicato dos Atletas tem preocupação quanto a um longo período sem campeonatos no interior

A pandemia trouxe graves reflexos para todos os setores do mundo. No futebol, o Campeonato Gaúcho ficou paralisado por quatro meses e terminou somente no mês de agosto. Já a Divisão de Acesso foi cancelada por não haver unanimidade para o retorno entre os clubes.


Ainda não se tem uma definição quanto a duas outras competições organizadas pela Federação Gaúcha de Futebol. A Terceirona Gaúcha pode caminhar para o mesmo destino da Série A2, com cancelamento devido aos altos custos para a realização da competição tendo em vista os protocolos sanitários rígidos do estado. A Copa FGF por ser em um formato diferente e com calendário mais móvel tem possibilidade de sair. Tudo vai depender das condições sanitárias no Rio Grande do Sul.


Caso não se tenha nenhuma competição profissional neste segundo semestre, corre-se o risco de a maioria dos atletas e clubes ficar mais de um ano sem atividades. Essa é uma preocupação do Sindicato dos Atletas Profissionais do Rio Grande do Sul, conforme declarou o seu presidente, Gabriel Schacht, ao peleiafc.com.


"Muito preocupante, pois estamos falando de um período muito longo sem contrato, sem trabalho e consequentemente sem remuneração. Vamos trabalhar neste sentido. Os atletas estão embutidos neste pensamento, os treinadores também estão se mobilizando para debater sobre isso. Contamos com a Federação para diminuir esse espaçamento para os profissionais e clubes voltarem a atividade o quanto antes. Esse período muito grande sem competição é algo bem preocupante", declarou Schacht.


O Gauchão tem calendário definido pela CBF e começará no dia 28 de fevereiro de 2021. A elite movimenta apenas uma parte dos profissionais. Já o Acesso pode ficar mais para o final do primeiro semestre, desejo que o presidente Luciano Hocsman já revelou ao peleiafc.com. Está para ser divulgada também uma sugestão de calendário por treinadores gaúchos. O documento será apresentado em breve para a FGF. A Série A2 envolve um número bem maior de trabalhadores da bola e por isso o temor de um longo período sem atividade até a próxima edição.


A fábrica de empregos do futebol gaúcho, com todos os campeonatos realizados ao longo dos 12 meses movimenta mais de 800 jogadores, conforme estimativa do Sindicato dos Atletas. Somando os demais profissionais esse número aumenta quase cinco vezes.