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MP cumpre mandados em três cidades gaúchas contra suposta manipulação no futebol

Investigações do Ministério Público de Goiás (MPGO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Coordenadoria de Segurança Institucional e Inteligência (CSI), indicam a manipulação de resultados em seis partidas do Campeonato Brasileiro da Série A de 2022.


Dois jogos do Campeonato Gaúcho também estão na lista. Na operação desta terça-feira foram cumpridos mandados três cidades: Santa Maria, Erechim e Pelotas. Dois jogadores são alvos de investigações. Os nomes dos suspeitos não foram revelados em obediência à Lei de Abuso de Autoridades.


>>> JOGOS SUSPEITOS NO BRASILEIRÃO


Santos x Avaí (5/11)

Jogador do Santos foi assediado para tomar um cartão amarelo;


Red Bull Bragantino x América Mineiro (5/11)

Atleta do Bragantino foi abordado para tomar um cartão amarelo;


Goiás x Juventude (5/11)

Dois jogadores do Juventude foram assediados para tomar cartões amarelos;


Cuiabá x Palmeiras (5/11)

Jogador do Cuiabá foi assediado para tomar cartão amarelo;


Santos x Botafogo (10/11)

Atleta do Santos foi assediado para tomar cartão vermelho;


Juventude x Palmeiras (10/9)

Jogador do Juventude foi assediado para tomar cartão amarelo.


>>> ESTADUAIS


Campeonato Goiano: Goiás x Goiânia (12/2)

Derrota do Goiânia no primeiro tempo;


Campeonato Gaúcho:

Caxias x São Luiz de Ijuí (12/2)

Jogador do São Luiz cometer pênalti;


Bento Gonçalves x Novo Hamburgo (11/2) -

Jogador receber cartão amarelo;


Campeonato matogrossense:

Luverdense x Operário de Várzea Grande (11/2)

Manipulação de escanteios;


Campeonato Paulista:

Guarani x Portuguesa (8/2)

Cartão amarelo.


Os atletas envolvidos receberiam entre R$ 70 mil e R$ 100 mil por pênaltis cometidos, escanteios e cartões amarelos e vermelhos nas partidas. Os nomes dos suspeitos não foram revelados em obediência à Lei de Abuso de Autoridades. Segundo as autoridades, os clubes não estão envolvidos e também são vítimas.


De acordo com promotor Fernando Cesconetto a partida Juventude x Palmeiras (10/9) acabou entrando na lista depois que um dos suspeitos, durante abordagem realizada hoje, apontou fraude também neste jogo. O promotor Rodney da Silva afirmou, durante a coletiva, que essa revelação pode indicar que o esquema pode ser ainda maior do que o apurado até agora.


Mandados e prisões cumpridos em seis estados


Foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão, sendo 1 em Goiás (um jogador de futebol em Goianira), 3 no Rio Grande do Sul nas cidades de Santa Maria, Pelotas e Erechim, 3 em Santa Catarina, 1 no Rio de Janeiro, 2 em Pernambuco e 10 em São Paulo. Também foram cumpridos 3 mandados de prisão em São Paulo (nenhum contra jogador).


Nos locais das prisões foram encontradas e apreendidas duas armas de fogo e granadas de efeito moral. Os suspeitos terão de explicar como conseguiram e como acessaram o material, por serem de uso restrito.


O coordenador do Gaeco esclareceu que os investigados, caso sejam denunciados e as denúncias aceitas pela Justiça, irão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção (de acordo com o Estatuto do Torcedor) e ainda lavagem de dinheiro. Ele frisou que os clubes, as federações, a maioria dos jogadores e mesmo as casas de apostas são vítimas desses esquemas. “Toda aposta manipulada traz prejuízo para a casa de apostas”, pontuou.


Próximos passos


Segundo Fernando Cesconetto, os trabalhos do MP agora se concentrarão na reunião e análise de material e interrogatório dos suspeitos, para só então definir os próximos passos. Ele deixou claro que não há prazo determinado para conclusão das investigações.


Sobre a possibilidade de novas etapas da operação, Rodney da Silva afirmou: “Talvez não haja mais nenhuma, talvez haja mais dez”, a depender dos fatos novos que forem apurados. O coordenador do Gaeco disse ainda que cabe à sociedade, aos clubes, federações e entidades ligadas ao esporte desenvolver um trabalho conjunto preventivo para evitar que situações como essa se perpetuem.


Nesta etapa, o Gaeco, com o apoio dos MPs de São Paulo, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, focou as investigações em cinco jogos do Campeonato Brasileiro Série A 2022 e também outras cinco partidas de campeonatos estaduais realizadas entre janeiro e fevereiro deste ano.


Novos investigados surgiram na segunda fase da operação


A primeira fase da Operação Penalidade Máxima, realizada em fevereiro deste ano, ofereceu denúncia contra 14 pessoas, entre jogadores corrompidos e apostadores, por aliciamentos e intermediação de fraudes nos resultados de jogos. Segundo Fernando Cesconetto, nesta segunda fase há pessoas que já foram alvo das investigações naquele momento, mas também novos atores envolvidos.


Foto: Divulgação/MP

Texto: Mariani Ribeiro/Assessoria de Comunicação Social do MPGO

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