Treinador do Sub-23 do Cerro Porteno, Diego Gavilán fala das estreias dos clubes na Libertadores

Nesta semana, as equipes fizeram suas estreias na fase de grupos da Copa Libertadores da América de 2021. O Internacional acabou sendo derrotado pelo Always Ready, da Bolívia, por 2 a 0. Enquanto o Cerro Porteno bateu o América de Cali pelo mesmo placar. Treinador do Sub-23 do time paraguaio e ex-jogador da Dupla Grenal, Diego Gavilán falou sobre os primeiros jogos desses times no torneio continental.


“Todos sabíamos que encarar o Always Ready seria um desafio além do futebol, é um time que joga numa altitude altíssima e isso por si só já é um grande obstáculo para os times que vêm fora. Mas vejo também que o Inter teve muitas dificuldades no setor defensivo e por isso não conseguiu chegar com muito perigo. A equipe boliviana foi agressiva e conseguiu fazer um ótimo jogo. Já o Cerro fez taticamente um excelente jogo, muita aplicação dos jogadores diante um adversário de qualidade técnica importante. Jogar uma partida de Libertadores fora de casa na estreia e ainda conseguir uma vitória é muito bom para o elenco e para o momento do clube”, comentou.


Atual treinador do Sub-23 do time paraguaio, Diego Gavilán faz parte de um projeto do clube junto com o Arce (ex-Palmeiras e Grêmio), treinador da equipe principal. Gavilán acumula passagens por outros diversos clubes do seu país de origem, incluindo uma campanha de destaque pelo Deportivo Capiatá em 2017 na própria Libertadores.


O treinador também teve a oportunidade de comandar o Pelotas no Campeonato Gaúcho de 2019, quando venceu o Internacional em pleno Beira-Rio pelo placar de 2 a 1, de virada. Naquela oportunidade, o paraguaio conseguiu manter o time na elite do futebol gaúcho. Detentor da Licença Pro da Conmebol, Diego também está no processo final de tirar a Licença A da CBF. O técnico falou sobre seu trabalho no Cerro e também revelou o desejo de voltar a treinar uma equipe no Brasil.


“Hoje o meu trabalho com a equipe Sub-23 é focado principalmente na preparação de um grupo de jogadores que possam ajudar ao elenco principal caso o professor Arce precise. Atualmente 13 jogadores inscritos pelo clube são atletas que treinam comigo no dia a dia. Mas com certeza voltar a trabalhar no Brasil é sim um dos meus principais objetivos a curto prazo. Venho me especializando e tendo várias trocas de ideias com treinadores brasileiros para que isso possa acontecer. O país representa muito para mim e tem o nível de competitividade que procuro no futebol”, contou.


Foto: Mariana Díaz/ Fundación CCP