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Foto: Vitor Soccol/Caxias

O Brasil oficializou a contratação do zagueiro Gabriel Mancha, de 24 anos, para reforçar o setor defensivo xavante. O defensor chega ao Estádio Bento Freitas após uma temporada de intenso ritmo competitivo em 2026.


Neste ano, Gabriel Mancha disputou o Campeonato Paulista pelo Velo Clube e, em seguida, transferiu-se para o Caxias, onde disputou a Série C do Campeonato Brasileiro. No clube de Caxias do Sul, o defensor foi titular na reta final da competição nacional e apresentou boas atuações, apesar da eliminação da equipe grená ainda na primeira fase.


No currículo, o novo reforço rubro-negro destaca-se pela conquista do título da Série A2 do Campeonato Paulista em 2024 pelo Velo Clube, além de acumular passagens por equipes como União São João e Cianorte.

 
 

O ex-jogador e investidor da SAF do Brasil, Emerson da Rosa, concedeu uma longa entrevista à TV Xavante para passar a limpo o momento do clube na temporada de 2026. Durante o bate-papo, o dirigente avaliou as dificuldades do Gauchão Série A2, mandou um recado firme e explicou os motivos que levaram à contratação do executivo de futebol Farnei Coelho.


Confira os principais pontos abordados pelo gestor alvirrubro:


Desafio e apagões na Divisão de Acesso


Emerson reconheceu as particularidades e o equilíbrio extremo da Série A2, ressaltando que o grupo de jogadores precisa saber administrar os momentos de oscilação durante as partidas.


— Agora sabemos que o resultado é o mais importante. Em uma competição como essa, entendemos que às vezes não é o fato de jogar bonito, mas de vencer o jogo. Em algumas situações, fizemos o mais difícil, que é o gol e sair na frente. É um campeonato muito equilibrado pelos resultados, com equipes ganhando por 1 a 0 e muitos empates, além das dificuldades dos gramados e do clima. Nós temos a superioridade em alguns momentos do jogo, mas, de um instante para o outro, dá esse apagão no time. O grupo treina bem, não temos do que reclamar do dia a dia, mas precisamos dar algo a mais — avaliou.


Recado forte e cultura do clube


Subindo o tom das cobranças, o investidor enfatizou que jogar no Brasil de Pelotas exige responsabilidade e entendimento da história do clube, alertando que a gestão agirá rigorosamente sempre que necessário.


— Um time com o perfil do Brasil, com aquilo que sabemos que o torcedor exige, não pode se esquecer de onde está. Cada clube tem a sua cultura, e a do Brasil é de entrega. Quem não entender daqui para frente que as coisas terão que ser dessa forma — e estou falando de todos os profissionais envolvidos no contexto do Brasil —, não permanecerá. Nós não estamos brincando com isso. Não há necessidade de estar em um grande desafio como este sem compromisso e responsabilidade. No momento em que tivermos que agir para o bem do clube, nós vamos agir, independentemente de quem seja — alertou o dirigente.


A chegada do executivo Farnei Coelho


Ao abordar a reestruturação administrativa e do futebol, Emerson destacou a satisfação em anunciar o executivo Farnei Coelho, profissional com quem mantinha conversas desde o início da gestão da SAF.


— Na verdade, já vínhamos conversando há muito tempo. No início da nossa gestão, já gostaríamos de contar com ele. Para nós, é fundamental ter esse comprometimento de entender onde se está e dar valor a isso. O Farnei sempre teve esse comportamento conosco e possui um conhecimento gigante de mercado, de estruturas e de projetos. Como estamos em um processo de reestruturação do clube, entendemos que era o momento de ter a presença dele conosco para nos ajudar nessa caminhada rumo aos nossos objetivos — concluiu Emerson.

 
 
Foto: Arquivo Pessoal

O elenco do São Paulo conta com a força e a resiliência de um sobrevivente de uma das maiores tragédias da história do futebol brasileiro. Aos 22 anos, o atacante Cauan Emanuel Gomes carrega marcas profundas apesar da pouca idade. Sobrevivente do incêndio no Ninho do Urubu — centro de treinamentos da base do Flamengo —, em fevereiro de 2019, o jovem busca reconstruir sua trajetória no futebol vestindo a camisa do Leão do Parque.


Em entrevista ao jornalista Daniel Costa, de GZH, Cauan relembrou o momento dramático que vivenciou quando tinha apenas 14 anos:


— Eu lembro que estava chovendo bastante e a gente tinha ido dormir muito tarde. Acordei já com a quentura no meu rosto. Procurando alguma saída, vi que não dava para sair pela porta principal. Estava muito quente, o fogo já estava muito acumulado — recorda o atleta.


Coragem, memória e recomeço no Leão


Naquela noite, Cauan conseguiu quebrar o vidro do alojamento e escapar pela janela, ajudando também outros companheiros a deixarem o local. A tragédia vitimou dez jovens atletas. Cauan, Francisco Dyogo e Jhonata Ventura sofreram ferimentos e sobreviveram, enquanto outros 13 meninos conseguiram escapar sem lesões graves. Como forma de manter viva a memória dos companheiros, Cauan traz tatuados na pele os nomes dos dez amigos que se foram.


Agora focado na disputa do Gauchão Série B (Terceirona), o atacante celebra a oportunidade no futebol gaúcho e demonstra entusiasmo com o projeto alvirrubro no Estádio Aldo Dapuzzo.


— Estou muito feliz de estar no São Paulo, um clube que está se reconstruindo. A grandeza que o São Paulo passa para a gente é algo inegociável. É só demonstrar dentro dos gramados e colocar o São Paulo no seu devido lugar, que é na primeira divisão — destacou Cauan.

 
 
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