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Foto: Káren Rodrigues/Acesso Imagens

A abertura da 4ª rodada do Campeonato Gaúcho Série A2 movimentou os gramados do Estado nesta quarta-feira, dia 12 de agosto. A jornada de meio de semana ficou marcada pelo aproveitamento dos visitantes, goleadas por 3 a 0 e gols decisivos marcados nos instantes finais dos confrontos.


Goleadas de Veranópolis e Apafut


Jogando em seus domínios, o Veranópolis construiu um resultado consistente ao vencer o Aimoré pelo placar de 3 a 0. O atacante Matheus Guimarães foi o destaque da partida ao balançar as redes duas vezes (aos 29 minutos do primeiro tempo e aos 17 minutos da etapa final). Kaio Ellyson, ao 1 minuto do segundo tempo, anotou o outro tento do VEC.


Fora de casa, a Apafut surpreendeu o Bagé ao aplicar 3 a 0 em pleno Estádio Pedra Moura. O jogador Pará encaminhou a vitória ainda no primeiro tempo com dois gols em um intervalo de três minutos (34' e 37' do 1ºT). Na etapa complementar, Marcos Paulo selou o placar aos 5 minutos.


Quem também venceu em casa foi o Brasil de Farroupilha. O time das Castanheiras chegou a abrir 3 a 0 com gols de Marcelinho, Gabinho e Phelipe. O Lajeadense chegou a descontar com Cadinho, mas a vitória foi do time da Serra por 3 a 1.


Virada do Guarani-VA e empate no Bento Freitas


Em Vacaria, o Glória abriu o marcador aos 17 minutos do segundo tempo com Jarro Pedroso. No entanto, o Guarani de Venâncio Aires reagiu na reta final e buscou a virada fora de casa: Jhonny empatou aos 34 minutos e Yuri Kevem assinalou o gol da vitória por 2 a 1 aos 45 minutos do segundo tempo.


Em Pelotas, Brasil e Gramadense empataram em 1 a 1 na reedição da final da Copa FGF. Garré colocou o Xavante em vantagem logo aos 4 minutos de jogo. A equipe visitante manteve a pressão e buscou a igualdade aos 45 minutos da etapa final, com gol marcado por João Vitor.


Fechando os jogos da noite, União Frederiquense e Passo Fundo empataram em 0 a 0 na Arena União.

 
 

A Federação Gaúcha de Futebol (FGF) divulgou o Regulamento Específico e a Tabela Básica para a disputa do Campeonato Gaúcho Série B 2026 (Terceirona Gaúcha). A bola rola para a abertura da competição a partir do dia 5 de setembro, com a partida decisiva e o encerramento do torneio programados para o dia 29 de novembro.


Uma das principais novidades para esta edição é a limitação de idade: a competição passará a ser disputada oficialmente na categoria Sub-23. Durante o Conselho Técnico, os representantes dos clubes participantes definiram o regulamento por meio de votação, escolhendo o modelo proposto pela FGF.


A competição será disputada em grupo único, no qual as dez equipes se enfrentarão em turno único, totalizando nove partidas para cada clube na fase classificatória.


A mecânica de classificação para a fase de mata-mata foi dividida em duas etapas de acesso:


Vaga direta nas semifinais: Os dois melhores colocados na tabela de classificação ao fim das nove rodadas garantirão vaga antecipada e direta nas semifinais.


Playoffs de mata-mata: As equipes que terminarem entre a terceira e a sexta colocações disputarão um confronto eliminatório em jogo único para definir as duas vagas restantes no mata-mata.


Vantagem do mando de campo: Nos confrontos dos playoffs, o terceiro e o quarto colocados terão o direito de mandar a partida em seus domínios.


A edição de 2026 reunirá dez tradicionais associações do futebol gaúcho: Clube 1992, Cruz Alta/Taquara, Farroupilha, Futebol Com Vida, Novo Horizonte, Panambi, Real, Rio Grande, Riograndense-RG e São Paulo-RG.


A tabela básica da rodada de abertura foi confirmada para o fim de semana dos dias 5 e 6 de setembro.


CONFIRA AQUI TABELA COMPLETA:


Confrontos da Rodada (5 e 6 de setembro):


  • Clube 1992 x Farroupilha


  • Futebol Com Vida x Real Sport


  • Panambi x Rio Grande


  • Riograndense-RG x Novo Horizonte


  • São Paulo-RG x Cruz Alta

 
 

Foto: Max Peixoto/FGF

A diretoria da Federação Gaúcha de Futebol (FGF) convocou para o dia 25 de agosto uma assembleia geral extraordinária para analisar e votar alterações no seu estatuto social. O ponto central do debate é a retirada do teto de reeleição para o cargo de presidente.


Atualmente, a legislação interna da FGF permite apenas uma reeleição consecutiva. A nova proposta permite reeleições ilimitadas, mantendo a exigência de apoio por escrito de 20% do colégio eleitoral para o registro de chapas.


Em entrevista concedida ao programa Show dos Esportes, da Rádio Gaúcha, o presidente da FGF, Luciano Hocsman, detalhou os motivos da alteração. Durante a entrevista, o dirigente argumentou que o debate sobre o estatuto vem sendo tratado de forma descontextualizada da realidade administrativa da federação:

"A narrativa que está tentando se buscar não condiz com a realidade. Não é um processo eleitoral. Estamos a um ano do processo, um pouco menos. Me causa estranheza se tratar de uma questão eleitoral diretamente neste ponto. Não é uma defesa pessoal. O ponto da questão da eleição é o que chama mais atenção. Mas eu preciso contar do passado", afirmou Hocsman.

O argumento fiscal e a saída do Profut


Segundo Hocsman, a restrição de mandatos havia sido inserida no estatuto por exigência do Programa de Modernização do Futebol Brasileiro (Profut), em 2015, como contrapartida para a renegociação de débitos tributários federais:

"A FGF tinha uma dívida fiscal histórica de outras gestões. Essa dívida estava sendo executada e, em 2015, houve um plano de refinanciamento, o Profut, onde os clubes e federações tinham possibilidade de renegociação com redução de juros, mas tinham contrapartidas, como a necessidade de ter em seu estatuto apenas uma reeleição. Até então, a FGF não tinha nenhum limite de reeleição. O meu amigo Novelletto se beneficiou desta antiga redação e ficamos 16 anos no poder", acrescentou.

O presidente informou que o passivo fiscal, originalmente avaliado em R$ 25 milhões, foi reduzido para R$ 14 milhões e, após nova renegociação no corrente ano, caiu para R$ 6 milhões. A negociação permitiu o desligamento da entidade do Profut e a desvinculação das suas exigências estatutárias. Assim, a FGF pode voltar ao estatuto como era antes.


Regras eleitorais e colégio eleitoral


Luciano Hocsman reiterou que a adequação busca retornar às regras de antes do Profut e garantiu a manutenção da isonomia no pleito:

"Tomamos a decisão com proposição desta consultoria de voltar como era antes, que foi determinada por lei. Não é nenhum projeto pessoal de perpetuação, nenhum projeto para evitar que outras pessoas concorram à FGF. Não mudou o processo eleitoral em regras; isso foi um cuidado que tomei. Não é um golpe, não é algo arquitetado. As regras são as mesmas e pode concorrer quem quiser. Se for do interesse dos clubes, aí vamos ver. Eu quero pelo menos ter a possibilidade de colocar meu nome", concluiu.

A lista oficial da entidade para voto na assembleia do dia 25 conta com 56 clubes aptos ao voto, dos quais nove ainda buscam regularização de pendências administrativas para o pleito.

 
 
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