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Tiago Muniz / Triunfo Esportes/Divulgação

A Apafut vem fazendo uma campanha histórica na Divisão de Acesso do Futebol Gaúcho. Em seu primeiro ano disputando a competição profissional da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), a equipe de Caxias do Sul combina organização fora dos gramados — sob a liderança da CEO Helen Telles, irmã do lateral Alex Telles — e grande desempenho dentro de campo.


A equipe encerrou a primeira fase com o segundo melhor ataque da competição, somando 20 gols em 15 jogos, garantindo a classificação para as quartas de final na quinta colocação, com 24 pontos. O adversário no mata-mata será o Santa Cruz.


O grande pilar ofensivo do time é o centroavante Herlison Caion de Sousa Ferreira, o Caion. Com passagens por Caxias, Juventude e diversos clubes do exterior, o atleta de 35 anos é o artilheiro da Apafut na Série A2.


O terror do carro-bomba no Iraque


Ao longo de sua trajetória, Caion acumula uma vasta carreira internacional, com passagens por Dinamarca, Tailândia, Coreia do Sul, Malásia, Vietnã e Iraque. Foi no futebol iraquiano, em 2015 — período em que o país enfrentava um conflito armado contra o Estado Islâmico —, que o atacante viveu o momento mais dramático de sua vida.


Em entrevista ao programa Show dos Esportes, da Rádio Gaúcha Serra, Caion relembrou o dia em que escapou de um atentado:

"Acabamos de jantar e geralmente eu ficava ali embaixo para conversar com a minha esposa, por conta da saudade, já que ela não podia ir. Aí eu falei para ela: 'Vou subir para a resenha, porque os meninos estão lá no quarto do fisioterapeuta'. Quando deu uns dez, trinta minutos de resenha, um carro-bomba explodiu na frente do hotel. Acabou com o hotel todo. No lugar onde eu estava, onde geralmente ficava sentado depois da janta para conversar com ela, os vidros ficaram todos estraçalhados", revelou o centroavante.

Culinária exótica e choque cultural na Ásia


Apesar dos momentos de tensão no Oriente Médio, o atleta também coleciona histórias curiosas das diferentes culturas que conheceu no futebol asiático, incluindo a degustação de pratos exóticos na Tailândia.

"Eu comi uns escorpiões da vida, na Tailândia. Tem um gostinho de frango. Rato, gosto de frango também. Eles estavam preparando, tinha que experimentar. Fui com medo", brincou Caion.

Agora, com a bagagem de quem rodou o mundo, Caion foca todas as suas atenções no desafio de levar a Apafut às semifinais da Divisão de Acesso e buscar o sonho do acesso à elite do futebol gaúcho. E o melhor, sem risco de carro-bomba e com o nosso imbatível arroz e feijão.

 
 

O Bagé foi julgado pela Segunda Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio Grande do Sul (TJD-RS) devido à invasão de torcedores ao vestiário do Estádio Pedra Moura. O episódio ocorreu logo após a derrota por 2 a 0 para o Glória, pela Divisão de Acesso, ocasião em que atletas do próprio clube jalde-negro foram agredidos fisicamente.


O caso ganhou grande repercussão após os jogadores denunciarem a violência nas redes sociais. Inicialmente, o Bagé corria o risco de ser punido com a perda de até dez mandos de campo para a Série A2 de 2027. Após o julgamento, a comissão aplicou a pena de perda de um mando de campo e multa de R$ 1.000,00.


Durante a sessão, os auditores ressaltaram que cerca de 25 torcedores invadiram o setor onde estavam os atletas. Desses, apenas três foram identificados e punidos pelo clube com a proibição de acesso ao estádio por tempo indeterminado. Cabe recurso da decisão ao Pleno do TJD-RS.


Um dos principais alvos da violência foi o meio-campista Júlio Rusch, que denunciou ter levado um soco no rosto de um dos invasores. Em nota oficial divulgada em suas redes sociais, o atleta confirmou que registrou um Boletim de Ocorrência (BO) junto à Polícia Civil para a apuração dos fatos na esfera criminal.

 
 
Foto: Luiz Breves/FGF

A 2ª Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-RS) julgou a expulsão do meia Marcelinho, do Brasil de Farroupilha. O atleta recebeu o cartão vermelho aos 8 minutos do confronto diante da Apafut, no Estádio das Castanheiras, em partida válida pela primeira fase do Gauchão Série A2.


De acordo com as imagens da transmissão da FGF TV, o lance começou quando o jogador atrapalhou a reposição de bola do goleiro adversário e sofreu um empurrão. Na sequência, Marcelinho reclamou com a arbitragem e recebeu o cartão amarelo. Ao prosseguir com a cobrança peito a peito contra o árbitro, levou o segundo amarelo e foi expulso, precisando ser contido pelos companheiros de equipe antes de deixar o gramado.


No julgamento, o meio-campista foi enquadrado em dois artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD):


  • Art. 243-F (Offensa à honra relacionada ao desporto): punição de 4 jogos de suspensão e multa de R$ 100.

  • Art. 250 (Ato desleal ou hostil): punição de 1 jogo de suspensão.


Com a soma das penas, Marcelinho acumulou cinco jogos de suspensão. Caso cumpra a pena integralmente, o atleta só retornaria aos gramados no segundo confronto da grande final da Divisão de Acesso — caso o Brasil de Farroupilha avance até a decisão.


A diretoria do clube da Serra ingressará com recurso junto ao Pleno do TJD-RS. O objetivo do Brasil é obter um efeito suspensivo para que o meia fique à disposição da comissão técnica nas quartas de final da Série A2 enquanto o caso não é julgado em última instância.

 
 
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