top of page
Buscar
Foto: Gabriel Costa/Brasil/Arquivo

O União Frederiquense entrou na reta final de montagem do seu elenco para a disputa do Gauchão Série A2 2026. Alinhado com a meta de buscar o retorno à elite estadual, o Leão da Colina confirmou a chegada de um expressivo pacote de seis reforços vindos do São Luiz de Ijuí, equipe que protagonizou uma grande campanha na Série D do Campeonato Brasileiro ao figurar entre as 16 melhores formações do país.


O pacote de contratados une a liderança de atletas experientes no futebol nacional à intensidade de jovens valores do Estado. Somando-se ao atacante/volante Wesley Gaúcho, previamente anunciado pela diretoria, chegam ao Estádio Arena União mais cinco nomes de peso:


  • Gabriel Oliveira (Goleiro): Um dos grandes destaques do São Luiz na temporada, o arqueiro traz segurança e bagagem ao setor defensivo. No currículo, ostenta passagens por clubes tradicionais como Brasil de Pelotas, São José, Aimoré e Treze (PB).

  • Rodrigo Augusto (Zagueiro): Defensor de forte imposição física e destacada presença aérea, o zagueiro acumula experiências em camisas pesadas do futebol brasileiro, como Atlético Mineiro, Criciúma, Ituano e Inter-SM.

  • Márcio Duarte (Lateral-esquerdo): Atleta de vasta rodagem e qualidade técnica no apoio ofensivo e recomposição pelas alas, com passagens por Brasiliense, Retrô, Novo Hamburgo e Sampaio Corrêa.

  • Guilherme Escuro (Meia): Meio-campista canhoto de visão de jogo apurada e boa distribuição de bola. Acumula atuações por Joinville, Brusque, Ferroviário e Campinense, além de experiência no futebol internacional (Índia).

  • Gabriel Nilmar (Meia): Jovem revelação do futebol gaúcho que se destacou no São Luiz pela velocidade e intensidade. Traz ainda no histórico passagens por Inter-SM, Santa Cruz e Farroupilha.


Contagem regressiva no BID para o duelo na Arena


Com a proximidade da rodada de abertura da competição, a diretoria do União Frederiquense trabalha intensamente nos bastidores para regularizar toda a documentação do sexteto junto ao Boletim Informativo Diário (BID) da CBF.


A intenção do técnico Bruno Coutinho é contar com os reforços já à disposição para a grande estreia neste domingo (2), às 15h, quando o Leão da Colina recebe a equipe do Bagé diante da sua torcida, na Arena União Frederiquense.

 
 

O apito inicial do Gauchão Série A2 2026 marca não apenas o duelo entre os atletas dentro de campo, mas também um confronto tático no banco de reservas. Para encarar a maratona da Divisão de Acesso, os 16 clubes participantes apostaram em perfis variados de comandantes: desde treinadores com múltiplos títulos e acessos no currículo até jovens estrategistas formados nas categorias de base do próprio futebol gaúcho.


Confira a seguir o perfil detalhado dos 16 treinadores que buscam levar suas equipes à elite do futebol estadual:


  • Aimoré — Ariel Lanzini: O índio capilé aposta na continuidade do trabalho. Lanzini é um conhecedor profundo dos atalhos do futebol gaúcho e traz no currículo o histórico recente do acesso com o Pelotas em 2024.


  • Apafut — Lucas Zanella: Em seu ano de estreia na Série A2 e celebrando 15 anos de fundação, o clube de Caxias do Sul traz o profissional que comandou o primeiro time profissional da sua história. Zanella alia o conhecimento da base com um elenco de mescla jovem e experiente.


  • Bagé — Rodrigo Bandeira: Comandante tradicional e respeitado no futebol do interior, Bandeira assume o Jalde-Negro com a missão de liderar a equipe da Fronteira em mais uma jornada competitiva na Série A2. Ele esteve no clube em 2023.


  • Brasil de Farroupilha — Guilherme Bedin: À frente do Leão da Serra, Bedin lidera um projeto estruturado em um elenco que une a jovialidade da base a atletas experientes com rodagem no Estado.


  • Brasil de Pelotas — Júlio César Nunes: Chegado às vésperas da estreia após a reformulação pós-Copa FGF, o treinador terá o desafio de acelerar a montagem do time. Nunes conhece bem o futebol gaúcho e vem de trabalhos de destaque recente no Norte do país.


  • Esportivo — Márcio Ebert: Com forte histórico no próprio Alviazul, Ebert foi auxiliar nas campanhas do acesso em 2019 e do Título do Interior em 2020. Agora no comando principal, aposta no conhecimento interno e na garotada da base.


  • Gaúcho — Fabiano Daitx: Em sua segunda passagem pelo Alviverde, Daitx vem credenciado pela semifinal da Copa FGF (67% de aproveitamento) e pelo 3º lugar na Copinha de 2024, trazendo grande bagagem estratégica ao Periquito.


  • Glória — William Campos: Em dobradinha com Beto Almeida na gestão, William é um dos jovens técnicos mais vitoriosos do Estado. Com títulos (como no Santa Cruz) e campanhas marcantes (como no Guarany de Bagé), domina as nuances do futebol do interior.


  • Gramadense — Gustavo Corrêa: Campeão da Copa FGF no comando do clube, o jovem treinador deixou os gramados antes dos 20 anos para se dedicar à casamata. Com passagem pela base do Grêmio e do próprio Gramadense, lidera a equipe embalado por pela conquista estadual e com time pronto.


  • Guarani de Venâncio Aires — Leocir Dall'Astra: No retorno do Bugre à Série A2, a diretoria buscou a liderança do experiente treinador de 62 anos, que já comandou o próprio Guarani-VA na mesma competição em 2019.


  • Lajeadense — Serginho: Símbolo de gestão e continuidade no futebol gaúcho, Serginho chega à sua quarta temporada consecutiva no comando do Alviazul do Vale, sendo o técnico mais longevo da competição.


  • Passo Fundo — Márcio Nunes: Ex-jogador e técnico com vasta rodagem (Ypiranga-RS, Avenida, Veranópolis, Esportivo, Guarany-BG), Nunes retorna ao Tricolor do Planalto com a missão de recolocar o clube na elite.


  • Pelotas — Daniel Franco: Mais um dos especialistas em subir de divisão. Franco ostenta no currículo dois acessos marcantes à elite estadual: com o União Frederiquense (2021) e com o Santa Cruz (2023).


  • Santa Cruz — Carlos Moraes: Treinador multicampeão que dispõe de uma verdadeira coleção de troféus e acessos: Campeão do Interior (2020), Bi-campeão da Acesso (2019 e 2022) e Campeão da Terceirona/Acesso com o Gramadense (2024).


  • União Frederiquense — Bruno Coutinho: Ex-jogador, Coutinho assume a casamata do Leão da Colina com uma proposta de jogo moderna e ofensiva. Ele colocou na temporada passado o Inter SM na elite do Gauchão após 14 anos.


  • Veranópolis — Gelson Conte: Renovado para 2026, Conte busca a vaga que bateu na trave no ano passado. Experiente, tem título no Mato Grosso ( com Primavera) e de garantir a permanência do Guarany de Bagé na elite deste ano.

 
 

A disputa pelo sonho do acesso à elite do futebol gaúcho não se joga apenas dentro das quatro linhas. Para os 16 clubes que disputam o Gauchão Série A2, a logística de transporte e os milhares de quilômetros percorridos de ônibus representam um desafio vital de planejamento, desgaste físico e orçamento. Um levantamento detalhado das distâncias de ida e volta revela realidades discrepantes: enquanto o clube mais rodado superará a marca dos 6 mil quilômetros, a equipe de menor deslocamento não chegará a rodar 2 mil.


Maratona longa: Os clubes que superam a barreira dos 4.000 km


Sete equipes da Série A2 enfrentarão as viagens mais longas e desgastantes do campeonato, acumulando trajetos expressivos que exigem logística de hospedagem e recuperação física reforçada.


O grande destaque absoluto do torneio é o União Frederiquense. O Leão da Colina será a equipe que mais vai estar na estrada, somando impressionantes 6.142 km percorridos para realizar seus oito jogos fora de casa. O time de Frederico Westphalen viajará para enfrentar adversários em Gramado, Farroupilha, Passo Fundo, Lajeado, Vacaria, Caxias do Sul e Venâncio Aires. A sua viagem mais longa e exaustiva será até Pelotas, em um trajeto de 583 km só de ida (1.166 km somando o retorno).


Nesta verdadeira maratona, a figura humana e carismática do motorista do ônibus ganha papel de protagonista. O profissional Jacir Mazzoneto surge como um verdadeiro "12º jogador" do União Frederiquense, sendo o responsável por conduzir a delegação em segurança ao longo de milhares de quilômetros pelas rodovias gaúchas.


Ranking dos clubes com mais de 4.000 km rodados:


  • 1º União Frederiquense: 6.142 km

  • 2º Bagé: 5.668 km

  • 3º Brasil de Pelotas: 5.498 km

  • 4º Pelotas: 5.324 km

  • 5º Glória: 4.898 km

  • 6º Gaúcho: 4.136 km

  • 7º Gramadense: 4.084 km


Trajetos curtos e clássicos regionais: Os clubes abaixo dos 4.000 km


Na outra ponta da tabela da estrada, nove clubes terão uma rotina de viagens consideravelmente mais amena. O grande beneficiado pela logística regional é o Esportivo, de Bento Gonçalves, que figura como a equipe que menos vai viajar na Série A2, acumulando apenas 1.972 km entre ida e volta nas suas oito viagens.


O fator principal para otimizar as distâncias do Alviazul é a concentração de adversários na sua própria região. O Esportivo fará viagens curtas pela Serra para enfrentar Caxias (Apafut), Vacaria (Glória), Farroupilha (Brasil-Far) e Veranópolis, além de deslocamentos médios para Lajeado, Frederico Westphalen, Passo Fundo e São Leopoldo (Aimoré). Aliás, o Esportivo será o protagonista da viagem mais curta de toda a Série A2: o confronto contra o Brasil-Far, na cidade vizinha de Farroupilha, distante apenas 23 km de Bento Gonçalves.


Outro fator determinante para reduzir a quilometragem rodoviária de clubes como Brasil de Pelotas, Pelotas, Passo Fundo e Gaúcho é a presença dos clássicos locais. Por disputarem os tradicionais Bra-Pel e Clássico Ga-Pas dentro de suas próprias cidades, essas equipes "economizam" uma viagem na estrada ao longo da primeira fase.


Ranking dos clubes com menos de 4.000 km rodados:


  • 8º Passo Fundo: 3.932 km

  • 9º Santa Cruz: 3.120 km

  • 10º Brasil-Far: 3.102 km

  • 11º Guarani-VA: 3.034 km

  • 12º Aimoré: 2.836 km

  • 13º Lajeadense: 2.588 km

  • 14º Apafut: 2.412 km

  • 15º Veranópolis: 2.132 km

  • 16º Esportivo: 1.972 km

 
 
Logomarca do site de notícias Peleia FC
© Copyright
bottom of page