Árbitro cita em súmula briga e arremesso de objetos na Arena Alviazul


A súmula do jogo entre Lajeadense e Esportivo, pela semifinal da Divisão de Acesso, tem vários fatos que devem levar o time de Lajeado ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD). O árbitro Douglas da Silva citou em súmula arremesso de três objetos em campo e mais uma confusão na arquibancada. A partida terminou em 1 a 1 e com o Esportivo conquistando o acesso ao Gauchão.


O primeiro fato ocorreu aos 27 minutos logo após o gol do Lajeadense. Uma bobina de papel atingiu a cabeça do bandeirinha, paralisando o jogo por 10 minutos. "Foram arremessados objetos (bobina de máquina) no campo de jogo, um acertando o assistente 2 Claiton Timm. Fui informado pelo responsável do policiamento Sr. Engster que não tinha efetivo para deslocar até o local onde estava o assistente 2", declarou.


Aos 5 minutos do segundo tempo, o árbitro citou uma "invasão" de um drone no campo de jogo. O jogo ficou paralisado um minuto e depois retornou. No segundo tempo, aos 28 minutos mais um objeto jogado no gramado. "Foi arremessado um tênis para dentro do campo de jogo por parte da torcida que se encontrava atrás do gol defendido pelo equipe do Lajeadense. O tênis arremessado não atingiu ninguém", relatou o árbitro.


Após o jogo mais confusão. A primeira delas na arquibancada. Enquanto a torcida do Esportivo comemorava o acesso com o time, fogos de artificio estouraram no espaço do visitante. Na sequência, alguns torcedores do Tivo se dirigem contra a organizada do Lajeadense. A Brigada Militar precisou intervir com bombas de efeito moral.


"Começou um confronto entre as torcidas rivais atirando pedras e fogos de artificio entre elas. Logo que o Policiamento foi conter as torcidas saímos de campo de jogo por nossa segurança, pois todo efetivo foi em direção a torcida", descreveu Douglas da Silva na súmula.


Por fim, na saída de campo, a arbitragem foi surpreendida com um arremesso de um pedaço de madeira em sua direção. Segundo o auxiliar José Eduardo Calza, o objeto foi retirado de sua mão pelo médico da equipe mandante.


"Informo que ao término do jogo, ao adentrar ao túnel de acesso do vestiário de arbitragem, foi arremessado em nossa direção um pedaço de madeira do tamanho de uma régua de 30 cm (em torno), vindo da torcida localiza da equipe do Lajeadense. Declaro que ninguém foi atingido por essa ação, e que quando fui recolher esse item, fui surpreendido pela ação do médico da equipe do Lajeadense, tirando subitamente de minhas mãos", declarou o auxiliar José Eduardo Calza.


NOTA DO LAJEADENSE


Um dia após os acontecimentos, o Lajeadense emitiu uma nota oficial. O clube disse que os autores merecerão as providências estatutárias e legais cabíveis. O clube ainda enalteceu o trabalho da Brigada Militar e classificou os episódios como isolados.


"O Clube Esportivo Lajeadense, em respeito aos seus 111 anos de história, REPUDIA os atos isolados de violência ocorridos no final do jogo do último domingo, sendo que seus autores merecerão as providências estatutárias e legais cabíveis. Enaltecemos o profícuo e competente trabalho da Brigada Militar e demais forças de segurança que, de forma eficaz, prestaram a segurança necessária a todos os torcedores que compareceram à Arena Alviazul. Manifestamos o compromisso de continuar aprimorando as boas práticas, a convivência harmonia, a cultura de paz e o respeito a todos os atletas, comissões técnicas, dirigentes, colaboradores e torcedores das equipes visitantes, que sempre foram e continuarão a ser recebidos de forma ordeira e pacífica pela comunidade do Vale do Taquari" declarou o clube em nota.


Imagem: reprodução/twitter