"Acredito muito neste modelo", afirma presidente do Inter SM sobre um novo formato de gestão
- Peleia FC
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Foto: Renata Medina/Inter SM
O Internacional de Santa Maria vive um momento de reflexão administrativa após o descenso para a Divisão de Acesso. Com o mandato de Pedro Della Pasqua chegando ao fim em outubro, o clube deu início ao seu processo eleitoral em meio a um debate sobre a modernização de sua estrutura. Em entrevista ao jornalista Gilson Alves, no programa Joga Junto da Rádio Medianeira, Della Pasqua abriu o jogo sobre os modelos de gestão que estão sendo analisados por um grupo de estudos e explicou por que acredita que o atual sistema presidencialista está esgotado.
Ao analisar as opções disponíveis, o mandatário descartou uma alternativa como a SAF. Sobre um colegiado de conselheiros, ele citando algumas dificuldades.
"Sobre o modelo, o modelo presidencialista atual é um modelo muito difícil, pois exige muito do presidente, contato político, empresarial, tempo. Claro que se aparecer um nome interessado será aclamado, mas não vamos entregar o clube a qualquer aventureiro também", afirmou o presidente. Ele ponderou que modelos baseados apenas em abnegação esbarram na falta de voluntários: "O presidencialista é o segundo modelo que não temos ninguém voluntário para seguir o trabalho. Outro seria um colegiado de conselheiros e esbarra em situações, como no tempo, organização, pode ter muitas divergências e depende de abnegação de tempo, dinheiro. Então, por isso, não creio que esses modelos vinguem".
A grande aposta de Pedro Della Pasqua para o Alvirrubro é a implementação de um presidente remunerado, inspirado em exemplos de sucesso no interior gaúcho. "Apresentei a minha sugestão do melhor modelo, na minha ótica, que é o presidente remunerado. Não estou inventando nada, o Guarany de Bagé é assim. É o cara que fica 24h dentro do clube, mas não fica sozinho. Hoje, eu dou uma escapada do trabalho e vou no estádio. Esse estará o tempo todo e junto com gerente de futebol vai definir", explicou.
Segundo ele, esse profissional seria subordinado a um conselho de gestão formado por empresários, que garantiriam o suporte financeiro necessário para a temporada. "Eu sei que pro acesso precisamos de 2,5 milhões, 500 mil por mês. O clube é muito mais complexo. O presidente passa a ser um funcionário e pode ser demitido, como qualquer funcionário".
Sobre quem ocuparia esse cargo técnico, Della Pasqua defendeu que a competência deve vir antes da paixão clubista, tratando a função como a de um executivo de mercado. Ele já descartou ser esse presidente remunerado.
"Perfil tem que ser um cara competente e que conheça futebol. Não precisa ser um torcedor, pode ser um cara como um CEO do futebol. Eu posso ser um dos 10 empresários do conselho e já falei com outros quatro que topariam. Mas esse é o meu ponto de vista, depende do conselho. Não quero passar por cima deste modelo", concluiu, reforçando que a decisão final cabe aos conselheiros do clube.
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