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Atleta do Bagé afirma ter sido agredido após torcedores invadirem vestiário na Divisão de Acesso

há 1 minuto
2 min de leitura
Imagem: Arquivo Pessoal

O ambiente no Estádio Pedra Moura virou caso de polícia ao fim da tarde deste domingo (13). Após a derrota por 2 a 0 para o Glória pela 11ª rodada da Divisão de Acesso do Campeonato Gaúcho, o meio-campista Júlio Rusch, do Bagé, denunciou ter sido agredido no rosto por torcedores que invadiram o vestiário do clube jalde-negro.


Em nota oficial divulgada em suas redes sociais, o jogador manifestou profunda indignação com o ataque e confirmou que já formalizou a denúncia junto à Polícia Civil.


A nota de repúdio do atleta

"Venho, por meio desta, manifestar meu profundo repúdio e indignação diante do episódio de violência ocorrido após a partida de hoje. Após o término do jogo, MARGINAIS trajados de torcedores invadiram o vestiário e agrediram jogadores. Eu fui uma das pessoas agredidas. Eu entro em campo para jogar futebol, para competir, defender minha equipe e dar o meu melhor. Posso ganhar, posso perder, posso errar, posso ouvir críticas. O que ninguém pode aceitar é ser agredido por simplesmente exercer sua profissão e não corresponder às expectativas do outro", disse o jogador, que completou:

"eu não vou me calar e não vou tratar o que aconteceu como algo normal. É inadmissível que alguém saia para trabalhar e termine o dia sendo agredido dentro do próprio vestiário (...) espero que as autoridades e os responsáveis pela organização adotem todas as medidas necessárias para identificar os MARGINAIS envolvidos e responsabilizá-los pelos atos cometidos. Violência não é torcida. Violência não é paixão pelo clube. Violência é crime e precisa ser responsabilizada", finalizou.


Posicionamento da diretoria e providências


Embora o Bagé não tenha publicado uma nota oficial em suas redes sociais sobre a invasão ao vestiário do Estádio Pedra Moura, a diretoria se manifestou sobre o episódio. Em entrevista ao Jornal Minuano, o executivo de futebol do clube, Pedro Sabella, afirmou que a instituição está trabalhando para identificar todos os envolvidos na invasão e nas agressões.


"Não vamos aceitar que fique impune quem realmente fez, doa a quem doer", declarou Sabella, assegurando que o clube tomará as providências cabíveis para responsabilizar os agressores.

 
 
 

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