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Bra-Pel no TJD: Advogado do Pelotas crítica súmula do clássico e afirma que houve desordem das duas torcidas

há 2 minutos
2 min de leitura
Foto: Divulgação/Pelotas

O futuro do clássico Bra-Pel nº 370 será decidido nesta sexta-feira no Tribunal de Justiça Desportiva do Rio Grande do Sul (TJD-RS). A pauta começará a ser analisada às 14h30. A partida foi interrompida aos 51 minutos do primeiro tempo pelo árbitro Rafael Klein após uma série de explosões de rojões dentro do gramado. Na súmula oficial, o árbitro relatou a explosão de quatro artefatos, atribuindo todos à torcida do Pelotas.


Após a suspensão no campo, o clássico prosseguiu nas redes sociais com o posicionamento oficial de ambos os clubes. A diretoria rubro-negra exige o cumprimento do regulamento da competição para que seja declarado o vencedor do confronto. O regulamento prevê que a equipe cuja torcida der causa à suspensão definitiva da partida seja penalizada com a derrota.


A defesa do Pelotas questiona o relato do árbitro e alega que houve tumulto praticado por ambos os lados. Em entrevista à Rádio Pelotense, o advogado do Pelotas, Alexandre Borba, manifestou indignação com o teor da súmula e com a denúncia apresentada pela Procuradoria do TJD-RS:

"Recebemos com certa tristeza a súmula. Pareceu-me uma súmula bastante elitizada. Infelizmente, não retratou todas as ocorrências da partida. Esperávamos que um árbitro da projeção que o Klein vinha demonstrando tivesse uma melhor percepção dos fatos ocorridos e pudesse elaborar uma súmula mais completa, que de fato abarcasse tudo o que aconteceu", declarou o advogado.

Segundo a defesa do Pelotas, a torcida do Brasil também teria arremessado rojões em direção ao gramado — fato que não foi registrado por Rafael Klein —, além de torcedores visitantes terem danificado o alambrado do estádio.

"A denúncia da Procuradoria nos causou bastante indignação. Embora tenha havido comprovadamente desordem por parte das duas agremiações — e não se exime o Pelotas e sua torcida da responsabilidade —, parece-me muito claro que houve desordem das duas torcidas. E foi essa desordem mútua que acabou ensejando a suspensão da partida", completou Alexandre Borba.

 
 
 

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