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Brasil de Pelotas aguarda homologação judicial para transferir 100% da gestão à SAF

Foto: Gabriel Costa/Brasil

O Brasil vive dias decisivos para consolidar a maior mudança estrutural de sua história centenária. Após a venda para o grupo de investidores liderado pelo ex-jogador da Seleção Brasileira, Emerson Rosa, o clube atravessa o estágio final de transição para se tornar, de fato e de direito, uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Segundo o presidente da executiva, Vilmar Xavier, o processo está na reta final, restando apenas um trâmite jurídico para que a nova administração assuma o controle total da instituição.


Apesar do otimismo, o mandatário admite que o cronograma sofreu leves atrasos burocráticos, embora o planejamento para a Série D já esteja sendo executado pela nova gestão.


"Eu confesso que nós já devíamos estar nesse estágio há um mês ou dois atrás. A gente está um pouquinho atrasado, mas nada que esteja impactando a transição e agora a Série D. O pessoal da SAF montou uma equipe desde a comissão técnica, jogadores e coordenadores. Estamos apoiando em tudo que podemos. Sabemos que não é fácil, a transição exige uma série de obstáculos que temos que transpor um a um. Esperamos que logo, logo, até meados de abril, esteja 100% com a SAF. Hoje, o que falta é uma homologação judicial", explicou Xavier, sinalizando que a entrega das chaves deve ocorrer ainda este mês.


O movimento do Xavante é visto por Vilmar Xavier como um marco para o futebol do estado, prevendo que a "onda" das empresas chegará aos demais clubes tradicionais em breve. Para o dirigente, a SAF não foi apenas uma escolha, mas uma necessidade diante de um cenário financeiro que se tornou insustentável para o modelo associativo.


"O Brasil tem o pioneirismo de ser o primeiro clube associativo a se transformar em SAF no Rio Grande do Sul. Passamos por muitas dificuldades. O grande problema do Brasil é que nunca conseguiu trabalhar com a receita que tinha no mês. Teve alguns meses inclusive que se trabalhava com um terço da receita projetada", revelou o presidente.

Ao descrever o cotidiano de gerir um clube com recursos escassos, Xavier utilizou uma metáfora doméstica para ilustrar o déficit crônico que assolava o Estádio Bento Freitas nos últimos anos.


"É como um trabalhador que ganha R$ 1.500 por mês. A gente fazia as continhas apertadinhas para gastar R$ 1.480, mas recebia apenas R$ 500. Trabalhamos muitos meses com essa situação. Éramos um navio em alto mar, com grande tempestade. A hora que não tínhamos praticamente solução, a torcida vinha e abraçava. Hoje o maior patrimônio do Xavante é a nossa torcida. Se tu não tem dinheiro, não tem resultado em campo, e sem resultado não tem renda. Torna-se um ciclo vicioso que agora, com a SAF, esperamos transformar em um ciclo virtuoso", concluiu o dirigente, que aguarda a homologação para, enfim, deixar o comando com o sentimento de missão cumprida.

 
 
 

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