Clubes do interior precisam criar a FDI

Atualizado: 5 de Jun de 2019

EDITORIAL


Quem acompanha o noticiário político já deve ter lido ou ouvido a informação da criação de frentes de mobilização de interesses de uma cidade. Um exemplo é a Frente Parlamentar em Defesa da Duplicação da RSC-287, rodovia que liga Santa Maria a Porto Alegre. A mobilização une diversas entidades, classe política e empresários para se chegar ao objetivo desejado.


É nisso que o futebol do interior precisa se inspirar. Os clubes do futebol gaúcho precisam se unir e criar a "Frente em Defesa do Interior" (FDI). Ao contrário do cenário político, essa frente trabalharia em contato direto com o presidente da Federação Gaúcha de Futebol e seus representantes.


Hoje, o que mais observamos são reclamações individuais e lutas sozinhas dos dirigentes. Os clubes necessitam de uma união concreta. As queixas dos dirigentes da região norte são as mesmas da região central ou sul. A "FDI" tem que ser composta pelos presidentes ou representantes destacados de todos os clubes em atividade. Sendo eleita uma comitiva desta Frente com atuação permanente. Dentro da Frente em Defesa do Interior, os clubes poderiam ser divididos em comissões para pautas exclusivas de cada campeonato como: Gauchão, Acesso, Terceirona e categorias de base.


Para resgatar a força do interior essa seria uma grande saída. As demandas são inúmeras. Uma primeira ideia que poderia ser implantada é dos clubes se reunirem antes dos congressos técnicos dos campeonatos para discutirem a melhor fórmula, sem a presença da FGF, e depois, no congresso técnico oficial levarem a ideia formatada.


A frente poderia pleitear também uma padronização das fiscalizações dos Bombeiros e Brigada Militar quanto as normas de segurança dos estádios. Alguns ficam "remando" quando tem que atualizar o Plano de Prevenção e Proteção contra Incêndios (PPCI) dos seus estádios. Os clubes poderiam solicitar aos órgãos um seminário estadual sobre o tema, ou, até mesmo, pedir ao comando da BM e dos Bombeiros a formatação de um grupo único para fiscalizar os estádios do interior de forma padronizada.


Outro ponto seria na questão da liberação das bebidas alcoólicas nos estádios, uma fonte importante de receitas para os clubes pequenos. No inicio do ano, os clubes sofreram uma grande derrota com o governador não sancionando a lei aprovada em 2018. Agora, o projeto voltou a tramitar na Assembleia, mas do marco zero.


Patrocínios e verbas para os campeonato menores também entrariam nas reuniões com a FGF. O presidente da Federação tem peso para ir em busca de recursos para aos campeonatos ou vantagens através de parcerias para minimizar os custos dos clubes.


Alguém precisa dar o pontapé inicial da criação de fato da "FRENTE EM DEFESA DO INTERIOR" no futebol gaúcho. Ela serviria não só para pleitos junto à FGF, mas também, em melhorias nas lei regionais junto aos legisladores gaúchos. Assim, os clubes seriam mais fortes.


Foto: Ilustração/Lucas Figueirede/CBF/Divulgação