Com risco de ser punido pela CBF, Esportivo definirá se joga ou não a Série D

A vida do Esportivo mudou drasticamente em apenas um ano. Em 2020, o time terminou o Gauchão em festa, campeão do interior e com vaga na Copa do Brasil e Série D. Em 2021, o clube viveu seu inferno astral.


O Esportivo terminou o Campeonato Gaúcho rebaixado para a Divisão de Acesso. Agora, a direção tem uma decisão a tomar: joga ou não a Série D 2021. O clube tem vaga garantida pela campanha do ano passado. Contudo, uma desistência pode gerar punição perante o STJD, pois a CBF entende que depois da divulgação da tabela e regulamento a desistência pode levar a punição. O clube corre o risco de ser punido com dois anos sem poder participar de competições nacionais organizadas pela CBF.


Segundo o repórter Kévin Sganzerla, na terça-feira, haverá uma reunião no estádio Montanha dos Vinhedos. Em entrevista ao portal NB Notícias, o presidente do Esportivo, Laudir Miguel Piccoli, afirmou que o clube está bem financeiramente. O clube tem um superávit de mais de R$ 500 mil. Contudo, a cautela é para manter a saúde financeira para a temporada de 2022.


A projeção de gasto com a Série D é de até um milhão de reais em toda a competição. A montagem inclui folha de pagamento e custos diários de um elenco, já que a CBF banca o deslocamento e hospedagem.


“Essa gestão não teria problema nenhum de fazer uma Série D, mas provoco: e depois da Série D vão vir as exigências para subir no próximo ano na elite do Campeonato Gaúcho. Se não atingir o objetivo no primeiro ano ou no segundo ano vem aquela segunda fase do desespero. Começam a existir problemas financeiros, problemas estruturais”, declarou o dirigente ao site.


Foto: Kévin Sganzerla/CEBG/Divulgação