Conselheiro do Pelotas projeta SAF de R$ 200 milhões atrelada à construção de cinco torres
- Peleia FC
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Fotos: @canezpel/Pelotas/Divulgação
O cenário político e financeiro do Pelotas vive dias de intensa movimentação nos bastidores e grande expectativa. Um projeto será apresentado aos conselheiros para o clube se tornar a segunda SAF do futebol gaúcho. Conforme informações apuradas e divulgadas pelos repórteres Fernando Rascado, Gustavo Pereira e Marcelo Prestes, do Jornal A Hora do Sul e da Rádio Pelotense, a diretoria do Lobo trabalha na estruturação de um modelo de negócios que integra a gestão do futebol a um robusto empreendimento imobiliário. O plano detalhado prevê um aporte financeiro mínimo de R$ 200 milhões e tem apresentação oficial agendada para o Conselho Deliberativo no dia 23 ou 24 de julho de 2026.
A iniciativa é capitaneada pelo conselheiro Klécio Santos, cotado para assumir o cargo de CEO da futura SAF, enquanto o ex-jogador Daniel Carvalho é o nome planejado para ocupar a diretoria de futebol. O investimento não prevê a venda do Estádio Boca do Lobo, mas sim uma parceria imobiliária estratégica baseada no sistema de permutas por módulos.
O Complexo Imobiliário e a Revitalização Urbana
O coração financeiro do projeto consiste na construção de cinco torres comerciais e residenciais localizadas no quarteirão histórico da Boca do Lobo. As estruturas contarão com uma infraestrutura moderna composta por lojas térreas, estacionamentos e estúdios. O plano começará a ganhar forma física na área que era ocupada pelo antigo posto de combustíveis do Guga, que não opera mais no local.
Em entrevista concedida à Rádio Pelotense, Klécio Santos detalhou a sinergia entre o patrimônio físico e a reestruturação esportiva:
"O projeto envolve um empreendimento imobiliário muito grande. É um projeto de SAF vinculado a um projeto imobiliário. Uma coisa não existe sem a outra. E o projeto imobiliário, tenho dito, não é só para o Pelotas, é para a cidade, porque revitaliza toda aquela área. É a ideia de construção de cinco torres, não é venda do estádio. Não tem venda, mas começa por módulos na torre onde era o posto do Guga que saiu dali. Entre o projeto imobiliário e futebol, o investimento é de, no mínimo, R$ 200 milhões. Não queremos criar uma falsa expectativa, temos os pés no chão, mas é um projeto muito bacana. Estamos preparando a apresentação para os conselheiros. Se o projeto for aprovado, minha empresa vai ser a patrocinadora máster do Gauchão Série A2. Se não, eu sigo apoiando as categorias de base, sem problemas."
Caso a recepção inicial no Conselho Deliberativo seja favorável, uma comissão especial interna será instaurada imediatamente para avaliar as minúcias jurídicas e os termos contratuais da parceria.
Destinação dos Recursos e Dívidas
Um dos pontos mais sensíveis abordados na engenharia financeira da SAF diz respeito ao tratamento do passivo financeiro do clube. Klécio Santos garantiu que os repasses oriundos das permutas imobiliárias serão blindados para melhorias estruturais do clube, incluindo obras de modernização do Estádio Boca do Lobo e o desenvolvimento do Centro de Treinamentos (CT), vedando o uso desse montante específico para o pagamento de credores informais.
"O investimento imobiliário, parte dessa permuta, é condicionado a ir para melhorias de todo o clube, CT, estádio, mas que não seja para pagar dívidas. Eu não conheço as dívidas do Pelotas. Pedi acesso a muita coisa de balanços, muita coisa me apareceu de ex-conselheiros cobrando, mas não temos relação com isso. Vamos cumprir estritamente as dívidas trabalhistas, os acordos com a Receita Federal e com a Prefeitura. Porém, não tenho compromisso com dívidas de conselheiros; não é um projeto que vamos abraçar. É meio 'conta de bodega': o sujeito diz que tem uma dívida, mas aquilo nunca foi formalizado ou aprovado pelo Conselho. Muita coisa vai aparecer que a gente ainda não viu."
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