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De "clube doente" à elite: Presidente do Inter SM detalha planejamento para 2026

Foto: Renata Medina/Inter SM

O presidente do Internacional de Santa Maria, Pedro Dellapasqua, abriu o jogo sobre os desafios superados para conquistar o histórico acesso à Série A do Gauchão, após 14 anos de espera. Em entrevista à Rádio Universidade de Pelotas, o dirigente revelou que encontrou o clube em uma situação complicada em 2023, mas que a união de forças foi crucial para a virada de página.


"Encontrei um clube doente em 2023, com dívidas de todas as ordens, um clube que estava mais próximo de fechar do que de ascender ao futebol gaúcho. Fizemos um trabalho de engajamento, fizemos investimentos no estádio, estrutura para recuperar o patrimônio. 2024 fizemos um time forte e batemos na trave. Esse ano sabemos nos reconstruir", afirmou o presidente.


Dellapasqua revelou que a situação chegou a um ponto crítico, com a possibilidade de o clube se licenciar das competições e três eleições sem candidatos. “Vivemos dias de pressão profunda. Ficou cogitado até o licenciamento do clube, fizemos 3 eleições, sem candidatos e decidi seguir com empresários e pessoas aqui da cidade para fazer o Inter vencedor. São 97 anos e não podia se licenciar", disse.


O presidente, que celebrou o acesso de forma discreta, destacou a importância do trabalho coletivo. "Neste momento o pessoal está fazendo festa e eu estou em casa pagando conta. Vou ser o último a chegar na festa. Graças à construção coletiva de muitas mãos de pessoas que acreditaram no projeto, na diretoria, no meu nome, para chegar onde chegamos. Jogamos a vida. Se o Inter não sobe, eu fatalmente sairia do clube, mas Deus quis premiar o nosso trabalho", emocionou-se Dellapasqua.


FUTURO NA ELITE


Já pensando em 2026, o presidente sabe dos desafios na elite. "Já estou pensando em gramado, cabine do VAR, cabines de imprensa, o que tem que arrumar no estádio. Já tenho um plano para as adequações do estádio, manutenção dos atletas, reforços para ser competitivo. O clube que sobe sempre é o principal candidato ao rebaixamento. Temos uma defasagem e temos que correr atrás para equilibrar as forças", analisou.


Para isso, Dellapasqua conta com o apoio da torcida, que, segundo ele, será a grande força do clube. "Quase não temos sócios, é muito difícil fazer sócios na divisão de acesso. Nossa secretaria já tinha gente se associando para garantir presença na final e no ano que vem. Creio que com a capacidade do torcedor, vamos conseguir fidelizar os torcedores e fazer um bom quadro social. Na primeira divisão vamos ter um gigante que estava adormecido", concluiu.

 
 
 

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