Efeito da pandemia: Dupla CA-JU tem redução de 20% no quadro social

As equipes gaúchas com calendário o ano todo, tem uma importante receita no quadro social. A dupla de Caxias do Sul já está sentindo esses efeitos da paralisação do futebol há quase três meses.


Na última semana, o repórter Eduardo Costa, do Jornal Pioneiro, realizou um levantamento do prejuízo com a saída de torcedores dessa fonte importante para a dupla da serra gaúcha.


O Juventude em 2020 tem um calendário com muitos jogos. Além do Gauchão, o clube entra em campo pela Copa do Brasil e Série B do Brasileirão. No estádio Alfredo Jaconi, as mensalidades correspondem há quase 25% do orçamento anual do Juventude. Na frente está apenas a cota da televisão. Entretanto, sem futebol não há transmissão e a única renda fixa se torna o associado.


Segundo o levantamento do jornalista, antes da pandemia, o alviverde tinha cerca de 5.300 sócios. Em maio, a inadimplência do torcedor chegou a 22%. Aumento significativo se comparado com abril, que foi de 11%. Para evitar um novo acréscimo, a direção deve lançar ações de marketing.


No estádio Centenário a situação não é muito diferente. O Caxias tem a Série D do Brasileirão neste ano. Campeão do 1º turno do Gauchão, a equipe grená conta com apoio do torcedor para manter a saúde financeira do clube.


O quadro social grená é a principal fonte de renda. Conforme o jornalista, o orçamento do Caxias fica na casa dos R$ 8 milhões por ano. Só com os associados, o grená tem uma injeção de R$ 1,8 millhão (23% do orçamento). O Caxias contava com cerca de 3 mil sócios antes da pandemia e 20% dos torcedores estão com atraso nas mensalidades.