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Emerson da Rosa faz balanço dos 7 meses da SAF do Brasil de Pelotas e projeta Divisão de Acesso 2026

Foto: @gcosta.jpg/GEB

O Brasil vive um momento de profunda transformação administrativa e esportiva. Completando sete meses à frente da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube, o ex-jogador e gestor Emerson da Rosa concedeu uma entrevista detalhada à TV Xavante. No bate-papo, o investidor detalhou o equilíbrio necessário entre a razão da gestão e a paixão das arquibancadas, analisando os percalços da temporada e traçando o planejamento estratégico para o grande objetivo do ano: a disputa da Divisão de Acesso, agendada para começar em agosto.


1. O Peso da Eliminação na Série D


A desclassificação precoce do Brasil de Pelotas na primeira fase da Série D do Campeonato Brasileiro, sem conseguir avançar aos mata-matas, foi o primeiro tema abordado pelo gestor. Emerson não escondeu o desapontamento, mas pediu uma análise fria dos bastidores do futebol.

"A respeito da nossa saída da Série D, claro que nós não gostaríamos, não era o nosso planejamento. Mas nós, como gestores, precisamos entender que existem dois lados: o lado passional e o lado da razão. Quem está à frente de um clube com uma responsabilidade gigante precisa compreender esses processos. Nós sabíamos que não seria fácil."

O dirigente relembrou as severas dificuldades enfrentadas na montagem do departamento de futebol em um curto espaço de tempo:

"Montamos uma equipe praticamente em 30 dias. Muitos atletas foram contratados com alguns chegando dois ou três dias antes da estreia. Tivemos dificuldades porque o mercado não ajudava no momento por não termos uma competição estadual em vigência. Precisávamos aguardar que alguns jogadores se liberassem de suas equipes. Todo esse processo é um desafio muito grande para quem faz a gestão."

Apesar das críticas da torcida, Emerson ressaltou que o encerramento da participação no torneio nacional serviu como um diagnóstico interno para o restante da temporada de 2026. "A saída da Série D foi ruim, nós não queríamos isso, mas ao mesmo tempo nos deu a possibilidade de fazer um relatório do nosso grupo e ver o que nós temos na mão. Serve para analisar o que queremos daqui para a frente dentro das competições restantes — tanto a final da Copa FGF quanto a Divisão de Acesso —, atacando as nossas reais necessidades. Às vezes, algumas coisas acontecem para que a gente se fortaleça e possa ter um êxito melhor ali na frente", ponderou.


2. Mercado Ativo: A Busca por Reforços para a Linha de Frente


Com a Divisão de Acesso batendo à porta, o torcedor xavante quer saber se o grupo está fechado. O gestor garantiu que os bastidores estão movimentados, mas alertou que a chegada de novos nomes está atrelada à responsabilidade financeira e à saída de peças atuais para não sobrecarregar o elenco, que já é considerado amplo.


No entanto, Emerson confirmou que o setor ofensivo receberá um acréscimo pontual devido a problemas físicos e de maturação do elenco:

"Nós buscamos mais um atacante, mais um jogador de frente. Hoje nós temos o Eduardo Morbeck, que sofreu uma lesão, e eu espero que ele se recupere rápido, pois vinha atuando bem como o nosso homem de área. Atrás dele temos o Adriano, que é muito jovem ainda, um menino que está começando. Não podemos colocar uma responsabilidade gigantesca em cima de um garoto que iniciou este ano conosco e está tendo a sua primeira oportunidade profissional."

A ideia da gestão da SAF é qualificar o ataque para suportar o desgaste físico característico dos gramados do interior. "É algo que já estamos trabalhando nos bastidores, analisando minuciosamente o perfil do atleta para minimizar as margens de erro. Queremos começar a Divisão de Acesso já com o grupo fechado e forte para conquistar o retorno à elite", assegurou.


3. Sete Meses de Gestão: Organização e Finanças em Dia


Se dentro de campo os resultados oscilaram, fora dele a realidade da SAF recolocou o Brasil de Pelotas em um patamar de credibilidade. Questionado sobre a avaliação unânime dos atletas em relação à estrutura de treinamentos, alimentação de qualidade e salários pagos em dia, Emerson defendeu que o sucesso esportivo sustentável depende obrigatoriamente da organização administrativa.

"O futebol é resultado e o torcedor quer a vitória quando vai ao estádio. Mas nós entendemos que o sucesso é um processo construído através da organização. Sem isso, você não é merecedor do êxito. O futebol às vezes quebra essa regra pontualmente, mas logo em seguida você passa anos quebrando a cabeça novamente porque não teve um plano."

O gestor demonstrou orgulho em oferecer um ambiente saudável para os profissionais e fez um balanço das metas traçadas no início de 2026. "Se formos avaliar os três objetivos que traçamos no início do ano, dois deles já foram atingidos: mantivemos o calendário nacional garantido para o ano que vem via ranking da CBF e estamos na grande final da Copa FGF (Copinha), que pode nos render uma vaga na Copa do Brasil ou na própria Série D. Resta agora o principal objetivo, que é lutar pelo acesso ao Gauchão", avaliou.

Emerson concluiu reforçando a filosofia que pretende consolidar no Bento Freitas para os próximos anos:

"Queremos fazer futebol de uma forma diferente, montando uma estrutura sólida e forte para que o Brasil de Pelotas não apenas passe por momentos bons esporadicamente, mas vivencie isso todos os anos. Um clube organizado não vai simplesmente conquistar um título por acaso: ele continuará competindo em alto nível em todos os torneios. O título é consequência do trabalho."

 
 
 

1 comentário


Luís Rösler
há um dia

O maior técnico do futebol gaúcho,RZ Rogério Xavante Zimmermann,é a peça que falta,para que essa reconstrução,se concretize,por tudo o que fez pelo nosso clube É o profissional qualificado pra assumir o comando técnico e permanecer por no mínimo 5 anos,ininterruptos,o RZ possui um conhecimento do futebol gaúcho ímpar,conhece o clube como nenhum outro.

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