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Estudo do Bento Freitas, dívidas e investimentos: Integrantes do Consórcio Xavante falam sobre o futuro

Foto: @gcosta.jpg/Brasil

O Brasil vive o capítulo mais transformador de sua história centenária. Sendo o primeiro clube de tradição do Rio Grande do Sul a migrar para o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), o Xavante agora atravessa a complexa transição entre o planejamento no papel e a implantação prática no dia a dia do Estádio Bento Freitas.


Integrantes do Consórcio Xavante, os gestores Fábio Bampi e Fernando Ferreira trouxeram a público um diagnóstico detalhado que revela a magnitude do desafio: o endividamento do clube é considerado "descomunal", atingindo cifras de 14 a 15 vezes a receita anual da instituição.


Infraestrutura: Da Academia ao Sonho do CT


A face visível da mudança já começou pelos bastidores. De acordo com Fábio Bampi, a reestruturação física é ampla e urgente. A academia do clube foi totalmente reestruturada com novos equipamentos, mas o foco imediato está na liberação do estádio para a temporada.

"Está sendo feito todo um estudo do Bento Freitas. Agora a gente está analisando toda a situação de campo e tem a questão do CT, que a gente não tem e estamos correndo atrás. São várias questões fora do campo que dão tanto trabalho quanto o campo para deixar o clube como a gente espera que ele seja", afirmou Bampi, confirmando que os laudos para a liberação do estádio devem ser resolvidos ainda nesta semana.

Gestão de Crise: O "Nó" das Dívidas


Fernando Ferreira não escondeu a gravidade da situação financeira, classificando o volume de dívidas como um desafio em todas as áreas. O plano para estancar a sangria envolve engenharia jurídica e tributária pesada.

"Temos uma negociação de uma recuperação judicial, uma transação tributária... é um volume de endividamento muitíssimo alto. Isso precisa ser endereçado, inclusive as dívidas extraconcursais. Precisamos qualificar as pessoas, tornar a marca valiosa, atrair profissionais, pagar dívida e investir em futebol ao mesmo tempo", revelou Ferreira.

Cultura Profissional e Foco Comercial


Um dos pontos centrais da nova era é a criação de departamentos que o clube não possuiu de forma profissionalizada. A área comercial foi citada como a maior urgência, por ser o motor de entrada de recursos.


Os gestores optaram por uma presença física constante em Pelotas durante esta transição para entender as carências reais antes de montar uma estrutura executiva definitiva. Ferreira destaca que a mudança é, acima de tudo, cultural:

"O clube não tem uma área comercial e precisa urgentemente disso, porque traz dinheiro para dentro. O projeto é ambicioso e já estamos dando autonomia e trabalhando a questão da cultura, dos objetivos e de onde o clube quer chegar."

Receptividade do Mercado


Apesar dos problemas herdados, a marca "Brasil de Pelotas" mostrou sua força. Bampi destacou que o projeto de longo prazo atraiu parceiros que sequer estavam no radar inicial do consórcio, gerando uma "receptividade espetacular" no mercado nacional.

 
 
 

2 comentários


Roger
há 3 dias

Sei não, mas sinto um cheiro de picaretagem, exemplo o Vasco e a 777 Partners.

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Convidado:
há 2 dias
Respondendo a

Ah sério ? Que mania de comparar sempre com exemplo que não deu certo ...e os exemplos de SAF que estão dando muito certo , não consegue mensurar ? São a maioria ...

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