Federação também tem prejuízo com a paralisação do futebol

Atualizado: Abr 15

Sem jogos, a Federação Gaúcha de Futebol também tem prejuízo com a pandemia de coronavírus. Um fonte importante para as entidades regionais do país são os grandes jogos.


Pegando como exemplo o Gauchão, em jogos da dupla Gre-Nal, a Federação obtém uma receita importante com as taxas de borderôs. No jogo entre Inter e Brasil de Pelotas, pela Taça Francisco Novelletto, no dia 8 de março, a taxa de borderô da FGF era de 10% e o valor arrecadado foi de R$ 37.611,50. Sendo assim, sem futebol, a Federação não tem receita dos jogos. Por outro lado, as despesas das entidades seguem, como as obrigações trabalhistas.


O presidente Luciano Hocsman, revelou à Rádio Imembuí, que a Federação tem cerca de 30 funcionários. Dois grupos foram divididos e estão recebendo férias. Até porque, existe a possibilidade do calendário nacional avançar dezembro, quando geralmente os funcionários ganham o período de descanso.


"Há uma perda orçamentária da federação também. Entre funcionários, assessores e empresas contratadas para prestarem apoio a Federação cerca de 30 famílias. Temos que nós preocupar também com eles para garantir o pagamento dos seus salários. Fizemos para dois grupos férias coletivas de funcionários. Tem um grupo que está cumprindo período e tem outro que passado 15 dias vai sair. Isso já é prevendo uma extensão do calendário brasileiro até dezembro", explicou Hocsman.


O dirigente máximo do futebol gaúcho também afirmou que não irá colocar em risco a saúde financeira da Federação fazendo investimentos ou contraindo empréstimo.


"Temos que ter toda cautela. A Federação Gaúcha não vai colocar em risco a saúde saúde financeira fazendo qualquer investimento ou abertura de linha de crédito para agir de forma precipitada colocando em risco sua manutenção. Há no imaginário que se tem muito dinheiro, mas não é a realidade", declarou à repórter Angélica Varaschini.


Foto: FGF/Arquivo/Divulgação