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"Ficamos há cinco dias do licenciamento", revela presidente de clube do interior

Foto: Fernando Alves

O Internacional de Santa Maria vive uma mistura de luto pelo rebaixamento e otimismo estrutural para o futuro. Em entrevista ao programa Joga Junto, do jornalista Gilson Alves na Rádio Medianeira, o presidente Pedro Della Pasqua trouxe detalhes sobre a saúde financeira do clube. Segundo o mandatário, a passagem pela elite em 2026, apesar do revés técnico, serviu para "limpar" o passado jurídico do Alvirrubro.


Della Pasqua explicou que a cota de aproximadamente R$ 1 milhão paga pela Federação Gaúcha de Futebol (FGF) foi quase integralmente confiscada para sanar dívidas com cerca de 11 credores, que incluíam ex-técnicos, jogadores e até um clube de Fagundes Varela. Agora, sem o peso desses processos, o foco para a Divisão de Acesso de 2027 será exclusivamente o gramado.

"Valeu subir o Inter, reformou o estádio, estamos sem dívidas e recuperou a autoestima do clube. O Inter-SM está pronto para o futuro, está pronto para ser o time mais forte do acesso. Dando certo esse conselho, essa nova forma de atuar, o Inter entra como um dos favoritos em 2027", afirmou o presidente.

O Fantasma do Licenciamento


Um dos pontos mais impactantes da entrevista foi a revelação de quão próximo o clube esteve de fechar as portas em 2024. Della Pasqua relatou que, após três eleições desertas e sem voluntários para o cargo, a FGF chegou a informar que o clube seria licenciado — o que resultaria em uma queda automática para a Terceira Divisão por falta de comando.


"Ficamos a cinco dias do licenciamento. Para salvar o clube e não cair para a terceira divisão por falta de comando, de caneta, de tomar decisões, eu fiquei mais dois anos", desabafou.


Ele utiliza esse histórico traumático para reforçar a necessidade da presidência remunerada, modelo que deve ser votado no Estádio Presidente Vargas para evitar que o clube dependa exclusivamente de dirigentes voluntários.


Legado Além do Campo


Apesar da queda para a Série A2, o mandatário defende que o balanço final de sua gestão é positivo no que tange à infraestrutura e credibilidade. Com o Estádio Presidente Vargas reformado, categorias de base estruturadas e uma rede de patrocinadores sólida, Della Pasqua acredita que o caminho para o retorno está pavimentado.

"Não vamos demorar para voltar à primeira divisão pela estrutura criada, empresas que estão patrocinando, conselheiros. Futebol é isso, organização."

Com o processo eleitoral marcado para outubro, o Inter-SM entra agora em um período de transição política. Com projeto de mudar a gestão para presidente remunerado, o clube deve buscar um "CEO do futebol".

 
 
 

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