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Francisco Novelletto aponta "crise de identidade" na FGF para concorrer à presidência em 2027

Foto: Divulgação/CBF

A corrida pela presidência da Federação Gaúcha de Futebol (FGF) para o pleito de 2027 ganhou os primeiros capítulos. Em entrevista concedida ao programa Show dos Esportes, da Rádio Gaúcha, aos jornalistas André Silva e Gustavo Manhado, o ex-presidente da entidade e ex-vice-presidente da CBF, Francisco Novelletto, confirmou o seu interesse em concorrer novamente ao cargo máximo do futebol do Rio Grande do Sul. O pleito, ainda sem data definida, deve ocorrer até o dia 30 de junho de 2027.


Ao justificar o seu regresso ao cenário político esportivo, o dirigente apontou a existência de um desgaste institucional no comando da federação e destacou o impacto do momento atual nos grandes clubes da capital:

"Tenho acompanhado na imprensa uma crise institucional da nossa querida FGF, uma crise de identidade. Isso não pega bem. Já não vivemos um bom momento no futebol. Já saíram acusações de três ou quatro partes. Eu nunca vi a torcida de Grêmio e Inter estar festejando que um saiu do Z4 e outro entrou e vice-versa. Isso é sinal que o nosso futebol não anda nada bem. A eleição pode acontecer em 15 [dias] ou em um ano e meio, pois o último prazo é 30 de junho. Nas eleições que fiz sempre foi no último dia. Pegava as assinaturas no momento", declarou Novelletto.

Oposição à proposta de reeleição ilimitada na FGF


Outro ponto central abordado na entrevista diz respeito à convocação da assembleia para o dia 25 de agosto para a análise de alterações no estatuto da FGF. A principal modificação em pauta é o fim do limite de reeleições para a presidência — permitindo reconduções consecutivas e sem teto definido para o mesmo cargo.


O atual texto prevê a possibilidade de apenas uma reeleição. A proposta apresentada prevê “mandato de quatro anos contados da posse, com permanência no exercício até a investidura dos sucessores, permitidas reeleições ou reconduções para o mesmo cargo”. Novelletto manifestou contrariedade em relação à medida:

"Eu não sou advogado. Eu procurei entender melhor com alguns. Acho que foi um tiro no pé. Os principais clubes me ligaram; geralmente os clubes ficam na deles. Mas não caiu bem. Tem coisas ali, por exemplo, que a FGF não precisa mais de clubes para tomar as decisões, pode dar um canetaço, ou indicar um fórum no Rio de Janeiro. Teve advogados que me ligaram e procurei entender", concluiu.

 
 
 

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