Inter-SM corre contra o tempo para reformar o estádio e busca R$ 500 mil para obras
- Peleia FC

- 3 de out. de 2025
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Foto: Peleia FC
O Internacional de Santa Maria vive um momento de euforia pelo retorno à elite do futebol gaúcho após 14 anos, mas a alegria se choca com a urgência das obras estruturais. Em entrevista à Rádio Imembuí, no programa "Tá na Hora", o presidente Pedro Della Pasqua classificou a situação financeira e de infraestrutura como crítica, detalhando os desafios para adequar o Estádio Presidente Vargas aos padrões da Série A.
"Neste momento não temos verbas de patrocinadores, pois eles pagam se o time está jogando. Neste momento não temos renda, é um momento difícil porque a federação nos impõe uma série de obras para poder ter a Baixada e o mando de campo na Primeira Divisão," explicou o presidente. "É o prejuízo que estamos pagando por 14 anos de acesso. O nosso estádio ficou para trás pelo protocolo da CBF."
Obras urgentes e metas financeiras
Della Pasqua detalhou que o prazo é curto — dos 90 dias impostos pela FGF, 30 já se passaram. As adequações exigem um investimento de R$ 500 mil até o final do ano, quando será feita uma vistoria final para a liberação do estádio.
Entre as obras necessárias, o presidente citou:
Cabine de VAR: Estrutura nova exigida pela FGF.
Vestiários: O vestiário do visitante precisa de nova parte hidráulica e elétrica. O vestiário de arbitragem precisa de um espaço adequado para as mulheres.
Gramado e Iluminação: O gramado é uma preocupação, assim como os refletores. "Atingimos 350 lux, sendo que o mínimo que nos é imposto é 800," destacou o dirigente.
Injeção financeira e mobilização de sócios
Para angariar os recursos, o clube aposta na mobilização de sua base de torcedores e conselheiros.
"Fizemos uma reunião com o conselho e antecipamos o plano de conselheiros com uma grande promoção aos conselheiros atuais. Vendemos 183 cadeiras e queremos renovar e fazer um plano de sócio para dar uma injeção financeira," disse Della Pasqua, que estima uma injeção de R$ 200 mil vinda do conselho.
O clube lançou uma campanha de sócios-torcedores com valores acessíveis: R$ 300 em 12 vezes (menos de R$ 30 por mês) para o Pavilhão A e R$ 500 para o Pavilhão B. A meta é alcançar mil sócios e 300 conselheiros para garantir o início das reformas.






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