"Isso não acontecerá mais, nunca mais no Brasil", afirma integrante da SAF Xavante
- Peleia FC

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Foto: Gabriel Costa/Brasil
A transição do Brasil de Pelotas para o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) marca não apenas uma mudança jurídica, mas uma ruptura na cultura de gestão do clube. Em entrevista à TV Xavante, Fernando Ferreira, integrante da gestão da SAF, detalhou as novas diretrizes administrativas que visam garantir a saúde financeira e o respeito ao torcedor fiel. A mensagem central é de profissionalismo e previsibilidade, deixando claro que os hábitos do passado, muitas vezes baseados no imediatismo, não têm mais espaço na Baixada.
Um dos pontos mais sensíveis da entrevista foi a questão dos sócios inadimplentes vinculados à antiga Associação. Ferreira confirmou que o clube optou por um recomeço total, mas com um alerta severo sobre o futuro.
"A questão da anistia, sim, esse é um momento novo, então a gente entra com um plano novo, porém aqui, eu queria frisar uma coisa muito importante, mas assim, muito importante. Não haverá futuramente mais anistias", declarou.
O gestor enfatizou que, embora as dívidas anteriores tenham sido extintas para incentivar a migração para o novo plano "Identidade Xavante", a responsabilidade financeira será cobrada com rigor daqui para frente.
FIM DO INGRESSO A 10 PILA
A nova filosofia também atinge diretamente a bilheteria e a política de preços praticada no Estádio Bento Freitas. Ferreira foi enfático ao anunciar o fim das promoções de ingressos a preços irrisórios em momentos de crise técnica da equipe, uma prática comum no interior gaúcho para tentar lotar estádios em jogos decisivos ou fases ruins. Para a SAF, essa estratégia é injusta com quem mantém a mensalidade em dia.
"Dois processos que a gente vai acabar no Brasil. O primeiro é aquele de o time não está bem, vamos fazer campanha de sócio e botar ingresso a R$ 10 para a torcida vir. Isso não acontecerá mais, nunca mais no Brasil, por um motivo simples. Não adianta a gente trazer o torcedor, o sócio, quer dizer que é um cara fiel, que está ali que ajuda a gente a atravessar os momentos bons e nos momentos ruins, e na hora que o cara está pagando mais caro, e de repente a gente põe o ingresso num preço que ele fala: 'eu sou sócio e estou pagando mais caro pelo ingresso', não faz sentido", explicou.
O objetivo da SAF é transformar o Brasil em um clube de receitas estáveis e previsíveis, algo fundamental para manter a competitividade do elenco em competições de longo prazo. Ferreira destacou que a estabilidade será a marca da nova gestão.
"A política de preço de ingresso vai ser muito estável ao longo das competições, quer dizer, o preço quando a competição começar, ele não vai mudar, ele vai ser até o fim o mesmo preço, isso não vai ter mudança", reiterou.
Com o fim das anistias e das promoções de ocasião, o recado para a massa rubro-negra é direto: a sustentabilidade do clube agora depende de uma parceria contínua e fiel entre o torcedor e a instituição, independentemente dos resultados momentâneos dentro de campo. "Se não houver capacidade de aumentar a arrecadação, o time não vai ser competitivo. Então essa foi uma das preocupações", concluiu o dirigente.




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